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Descrição:
Na officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1761. In-8º de 2 vols. com XVI-169-III e IV-184-XIV respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira, um pouco coçada nos cantos e charneira, lombada com 4 nervos, decoração vegetalista bem ao gosto da época, dourada em casas fechafas e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Guardas coevas em papel pintado em tina manual. Papel saudável mantendo a sonoridade original. Pequena falta de pele no pé da lombada. Mancha de humidade no canto inferior direito das páginas preliminares. Duas rúbricas de posse, uma coeva no verso da folha de guarda, outra moderna, no frontispício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, MUITO RARA, não referida nas principais bibliografias consultadas de imponentes colecções de livros antigos.
Aulo-Gélio, 3070: bastante rara
Esta primeira edição não vem referida em Ávila Perez (p. 689)
Inocêncio II, 196. Este bibliógrafo refere-se a esta edição da seguinte forma: " ... a primeira também em 2 volumes feita, me parece, em 1766 ..." subentende-se pela sua incerteza que não conheça esta edição ou não tenha tido acesso a um exemplar.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, p. 537.
Parnaso Lusitano (1826) t.I, xlij
Pinto de Matos (Manual Bibliographico Portuguez, 1878) p. 483: a primeira edição é rara embora menos estimada que a 2ª, por ser mais completa.
Descrição:
subtítulos de cada um dos tomos.
I Tomo MOLICEIROS; II Tomo PESCADORES; III Tomo LAVRADORES; IV Tomo MARNOTOS E EMBARCAÇÕES FLUVIAIS; V Tomo (Primeira parte & Segunda parte) INDÚSTRIAS POPULARES – FEIRAS E MERCADOS; VI Tomo CULTO RELIGIOSO-USOS E COSTUMES-NOTAS SUPLEMENTARES.
Instituto de Alta Cultura, Lisboa, 1943. In-fólio de 7 volumes correspodnente a 6 tomos, em cartonagens próprias com estampas litografadas em separado. Capas desenhos e fotografias do autor. Obra profusamente ilustrada com dezenas de magníficas estampas a cores numeradas de I a LXI em folhas á parte e centenas de fotografias a negro representandpo costumes, cenas do quotidiano com figuras populares no trabalho, pormenores de utensílios etnográficos, de lavoura entre outros, reproduções de obras, desenhos técnicos, figuras, esquemas e mapas, etc ... Obra de referência para os estudos etnográficos consagrados à região de Aveiro, impressa em papel de qualidade e encorpado.
Conforme é explicado na Nota do 6º tomo, as 4 estampas XLI, LI, LII e LV iriam ser impressas e distribuídas posteriormente, facto que nunca chegou a acontecer.
EXEMPLAR COMPLETO com tudo o que foi publicado, em excelente estado de preservação, tal como publicado. DE DIFÍCIL APARECIMENTO NO MERCADO, quando completo.
Lê-se logo à entrada do conjunto: “Com o tômo presente, MOLICEIROS, inicia-se, por uma das mais características ocupações do litoral português, a publicação de “Estudos Etnográficos” coordenados sob o patrocínio do Instituto para a Alta Cultura. (...) Cada Povo tem, no seu molde etnográfico, a melhor expressão de personalidade. Lição e resumo das Tradições e da Posição Geográfica de qualquer povo no Mundo, êste molde, que em si mesmo revela a essência e projecção do espírito popular que o anima e exterioriza, é o mais imediato aspecto de identificação na sua vida de relação com os outros povos. Coordenar, para divulgação e estudo, os elementos que constituem o molde etnográfico português, é o objectivo imediato dos trabalhos de investigação em curso que tiveram, por campo inicial de acção, a área do Distrito Administrativo de Aveiro. MOLICEIROS, o primeiro dos seis tomos, em que se desenvolvem as investigações ali realizadas, refere a mais rica das indústrias populares daquela região que é simultâneamente um dos mais belos aspectos da etnografia do País ... ”.
Descrição:
Livraria Central de Gomes de Carvalho editor, Lisboa, 1901. In-8º de 29-(1) págs. Brochado com raro foxing.
PRIMEIRA EDIÇÃO autógrafa pelo punho de Raúl Brandão. Como se sabe, são muito raros os manuscritos e autógrafos de Raúl Brandão.
Segundo António Amaro das Neves (in Memórias de Araduca), neste título Raul Brandão " ... atribui ao território um carácter simbólico que se reparte por três espaços físicos e metafóricos: o campo, lugar da “vida recolhida e severa pelo contacto com as coisas simples e imensas da natureza”, que se despreza e despovoa; a vila, “onde se intriga”; a cidade, “onde se goza” ..."
Opúsculo de teor parenético onde a dado passo podemos ler: "A época é de tragédia. O que domina é o oiro". Este apelo a uma nova espiritualidade, onde não poupa a Igreja Católica, pretenderia redimir o mundo então dominado por um hedonismo predador, revalorizando a vertente sacrificial de pendor sacralizante que havia sido um alicerce fundamental de toda a arquitetura social. De outro modo, o “darwinismo social” e o hegemonismo do “Deus-Milhão” só poderiam conduzir vertiginosamente a um Apocalipse sem Deus ou a um demonismo carnavalesco, pelo que só uma postura neo-franciscana, com evidentes ecos do evangelismo socializante de Tolstoi, poderia constituir aí um contraponto de salvação: "O futuro é daqueles a quem o heroísmo da pobreza atrai".
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa,1880. Enc. In-8º de 189-(1) págs.+ 1 mapa desdobrável. Encadernação coeva, meia inglesa com cantos, em skivertex com dizeres dourados na lombada. Preserva capas de brochura, apenas aparado à cabeça. Bom exemplar.
Ilustrada com uma planta da Vila de Mértola em folha grande desdobrável e ilustrações no texto. Edição original da primeira grande monografia de fôlego, de índole histórico-arqueológica de Mértola. A obra faz um levantamento numismático das legendas de ambas as faces das moedas árabes e cristãs de Mértola. Faz ainda um levantamento da epigrafia pré-romana, romana, árabe e cristã que se encontra reproduzida a partir de gravuras obtidas pelo método do decalque. Inclui a transcrição de documentos do Século XIII e do foral da vila de Mértola dado por D. Dinis.
Inocêncio XIX, 189
Descrição:
Livraria Civilização, Porto, 1945. In-8º de 321-81) págs. Brochado com os cadernos por abrir.
EXCELENTE EXEMPLAR DA PRIMEIRA EDIÇÃO duma tiragem especial em papel de melhor qualidade, formato superior, numerados e autografados por Teixeira de Pascoaes.
Lê-se no epílogo, palavras do autor: "Este livro, como o São Paulo, escrevi-o para os ateus inconformaveis ou idealistas, os ateoteistas, os que não cabem no passado nem no presente; e ambicionam um conceito da Divindade, fóra desse campo antigo das imaginações fabulosas. Nem me dirijo aos crentes absolutos ou fanaticos, os milionarios da Fé e da Bemaventurança, mas aos pobres de Deus, que o procuram no deserto da vida.
São João de Gatão, 17 de Outubro de 1944.
Descrição:
Typographia Leiriense, Leiria, 1898. In-8º de XV-(1)-424-60-(5) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele grenat acastanhado com filetes triplos dourados, florões a sêco, e dizeres estilizados, com tipos semi-gótico, também dourados na lombada. Aparo marginal generalizado e sem capas de brochura. Restauro no pé da lombada e guardas novas. Ligera acidez generalizada, própria da qualidade do papel, não afectando em ponto algum estrutura rígida de sustentação. BOM EXEMPLAR.
Ilustrações de página inteira representando fachadas de edifícios e monumentos. Apresenta um mapa desdobrável com informação demográfica da população de Leiria.
Trata-se da edição de um manuscrito anónimo escrito na primeira metade do século XVII e “ ... vae augmentada entre outras muitas cousas, com varias notas que lhe fez D. Fr. Francisco de S. Luiz, com a continuição da serie dos prelados do mesmo bispado até hoje, e com a estatistica das mortes, que em todo elle causou a invasão francesa ...”. Pode ser considerado “ ... como uma descripção e historia, não só religiosa e ecclesiastica mas tambem topographica e civil, de todo o bispado de Leiria ...". Desta obra conhece-se a edição primeiramente impressa em 1868 (com muito menos informação que esta que agora se apresenta) e outras duas executada posteriormente a nossa, uma delas e facsimilada pela Câmara Municipal de Leiria a partir de um exemplar da edição de 1868.
Esta segunda edição, preferível à que foi impressa em 1868 apresenta, além das gravuras abertas por Alberto em chapa d'aço, também muito mais informação topográfica, civil e religisoa do Bispado, além de dois opúsculos com numeração própria, nomeadamente: primeiro opúsculo "Confirmação da Fundação da Sé Cathedral de Leiria na Pessoa do seu Verdadeiro Fundador - Vm Bispo" e o segundo opúsculo "Chronica da Supressão do Bispado de Leiria".
Obra rara e de maior relevância para o estudo da história local e regional.
Descrição:
Edição do autor, Coimbra, 1942. In-8º de 32-(1) págs. Brochado. Capa com ligeiro vinco no canto superior direito. Belo exemplar, bem preservado.
Primeira edição do livro de poemas, dos mais apreciados do autor, escrita num periodo em que Torga se recusava enviar as obras à censura prévia, assumindo os custos de publicações para não causar eventuais prejuizos financeiros e de envolvimento político aos editores. Segundo Fernando Guimarães nesta obra “ … é possível surpreender uma maior contensão, um vivo sentido de unidade dado pelo modo como o poema verbalmente se concentra em certas imagens, uma maestria rítmica que acompanha a surpresa que decorre da visualidade dessas imagens, muito ligadas à revelação de um mundo agrário ou pastoril que sempre se há-de apresentar como denominador comum na obra de Miguel Torga …”.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1933. In-4.º de XXIII-114-(1) págs. Brochado com ocasionais picos de acidez. Ilustrada com reprodução da capa do manuscrito. Apresenta-se com os cadernos por abrir.
Com um prefácio de António Baião, a obra apresenta-se aqui, em inédito e na íntegra, com a publicação "dum dos preciosos relatorios anuaes que os jesuitas costumavam enviar das partes do Oriente" no final do séc. XVI e princípio doXVII.
Exemplar de uma tiragem especial (de 100 exemplares), impressa em papel de linho, numerados e assinados por Joaquim de Carvalho.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-8º de XLVII-153 págs. Encadernação meia inglesa com cantos em pele, rótulo de pele vermelha com dizeres dourados. Corte superior das folhas carminado, preserva as capas de brochura. Ilustrado em separado sobre papel couché com iluminuras do códice da Livraria de Santa Cruz, relicário de prata dourada proveniente do Mosteiro de Lorvão, registos e fác-simíles do Tratado.
Bonito exemplar, belamente encadernado, muito fresco e atractivo, desta reedição erudita do texto antigo com interesse para a Hagiografia, História Medieval e Filologia Portuguesa.
Introdução, notas e indice de António Gomes da Rocha Madahil. Reimpressão do texto antigo do único exemplar conhecido
Os Cinco Martires de Marrocos foram frades franciscanos martirizados em Marraqueche e os episódios tiveram grande impacto na espiritualidade franciscana ligada à vocação de Santo António de Lisboa.
Descrição:
Edições do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN), Lisboa, 1936. In-8º de 70-(7) págs. Brochado. Papel com algum foxing próprio da sua qualidade hidrófila.
O texto introdutório é de Luiz Chaves intitulado Para uma exposição de arte popular portuguesa , a obra lista as peças expostas e várias fotografias e ilustrações do artesanato, trajes, objetos e expressões artísticas tradicionais das mais variadas regiões do país. No final encerra Algumas Opiniões da Imprensa Suissa da autoria de Jacques Chenevière, Alexandre Cingria, e L. Florentin ocupando ao todo três páginas.
Descrição:
Notabílissimo espólio epistolar, nunca posto no mercado, de uma das figuras de proa da cultura portuguesa de todos os tempos. A correspondência foi remetida a Fr. Francisco Freire de Carvalho (pseud. Filinto Junior), importante clérigo, homem de letras e autor da primeira história académica da literatura portuguesa, à época Superior do Colégio da Graça de Coimbra.
Para além de José Agostinho de Macedo e de Fr. Francisco Freire de Carvalho, este espólio passou pelas mãos de mais duas figuras maiores das letras nacionais: Theophilo Braga, que, como mencionado supra, as transcreveu — à excepção do ainda inédito "Ode" que ora se APRESENTA — e também das do grande poeta Eugénio de Castro, que lhas passou, por as ter herdado como sobrinho-bisneto que era de Fr. Francisco Freire.
Os receios de José Agostinho de Macedo (1761-1831) sobre a situação de trabalho de Freire de Carvalho revelar-se-iam infundados: o seu grande amigo, nascido em 1779, chegou a membro do Conselho de Sua Majestade, foi Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa e Reitor do Lyceu Nacional, entre outros cargos importantes. Professor, historiador, tradutor, biógrafo, poeta e demais valências viriam a garantir-lhe lugar como sócio da Real Academia das Sciencias. Foi o autor de "Primeiro Ensaio sôbre a Historia Litteraria de Portugal desde a Sua mais Remota Origem até o Presente Tempo" (1845), a primeira história da literatura da nossa língua academicamente sustentada. No entanto, não por ter aceitado a sugestão de Macedo, mas pelas suas ideias liberais, zarpou mesmo para o Brasil em 1829, dado o regresso de D. Miguel. Por esta altura, já havia rejeitado o hábito. Voltaria em 1834 ao Reyno também por perseguição política, desta feita no Brasil. Foi um autor prolífico e um intelectual respeitado. Foi Mestre da Princesa Maria Amélia de Bragança, colhida na flor da idade pela tuberculose aos 21 anos, a 4 de Fevereiro de 1853. Certamente desgostoso — como atesta um doloroso poema que publicou — e já idoso para a epocha, Francisco Freire de Carvalho viria a falecer sensivelmente um ano depois.
Soberbo estado geral de conservação. PEÇAS DE COLECÇÃO E DE ELEVADO VALOR HISTÓRICO.
A saber:
Carta 1 – Lisboa 20 de Setembro de 1806. Bifólio. 30,5 cm x 21,3 cm. Entre muitos outros assuntos, Macedo pede correcções e opinião sobre as obras "Natureza" e "Creação", à qual o Tribunal [da Censura] havia sugerido alterações. Menciona a célebre gravura de Bartolozzi do «extincto vatalhão Bocage», a chegada do almirante John Jarvis «com seis formidaveis náos» ao Tejo capitaneando a HMS Hibernia e mais vinte e quatro embarcações de guerra na barra, dada a pressão dos franceses, «uma certa Potencia». Termina com um prosaico conselho para o Superior do Colégio da Graça de Coimbra: «foda quanto quizer e puder, mas faça versos.» e refere ainda a «Ode» (vide infra) que «está na gaveta». Trata-se da carta mais antiga publicada na obra de Theophilo Braga (1900).
Carta 2 — Lisboa 7 de Fevereiro de 1807. Bifólio. 22,3 cm x 17,1 cm. Relata, com a sua fina verbe, o assalto que sofreu a sua casa. Faz troça da última peça de Pato Moniz, seu inimigo figadal, representada no Theatro da Rua dos Condes e que mereceu pateadas. Conclui com um aforismo delicioso: «Venha para Lisboa, aqui vive-se, e fóra d’aqui dura-se.»
Carta 3 — Lisboa 7 de Março de 1807. Bifólio. 22,2 cm x 17,2 cm. Agradece uns queijos que Freire de Carvalho lhe enviou e convida-o à Penha de França. Refere a sua tradução de Horácio, em que Freire o havia ajudado, que se encontrava atrasada no prelo. Refere uma nova obra intitulada "Republica Literaria" e que, ou saiu sob outro título, ou nunca viu a prensa. Escreve brevemente sobre ideias teológicas e o «Cabeção Kant». Refere a entrada no Tejo de uma fragata inglesa com a «tripulação bebada, segundo o costume», acompanhada de 12 naus-da-linha que ficaram a guardar a barra. A grandiosa embarcação trouxe a nova da derrota de Napoleão a 25 milhas de Varsóvia a 26 de Dezembro de 1806, devendo relacionar-se esta notícia com a Batalha de Pułtusk que opôs os exércitos franceses aos russos. Hoje em dia a maioria dos historiadores considera-a não um derrota, mas uma vitória pírrica.
Poema 1 — Rocio de Lisboa 21 de Maio de 1808. Bifólio. 22,5 cm x 17,9 cm. Carta em hendecassílabos. Poema jocoso relacionado com a carta anterior, transcrito por Theophilo, mas censurado nas palavras obscenas, que inicia:
Bifam-se as cartas todas no correio;
Trez m’escreveste respondilhe logo:
Agradecendo orbiculares queijos
(…)
[INÉDITO] Poema 2 — Ode. s.d. [1808?]. Bifólio. 33,5 cm x 20,5 cm. Ode panegírica para o seu grande amigo, gabando-lhe todas as qualidades e referindo-se ao pseudónimo de Filinto [Junior] utilizado por Freire, que atingiu também ele fama à época. Deve tratar-se de uma produção encadeada com o poema anterior, uma vez que menciona o «audaz Britano» e o «galo ovante», certamente no contexto das Invasões Napoleónicas.
Carta 4 — Lisboa 30 de Maio de [1812] seis da tarde. Bifólio. 21 cm x 15 cm. Bifólio pré-filatélico com carimbo do Correio de Lisboa. Fica feliz por ter recebido logo duas cartas do seu amigo. De grande importância para a história da poesia portuguesa, esta curta missiva dá conta de que Macedo laborava em "O Gama", que, como é sabido, daria origem a "O Oriente". Refere ainda num novo poema intitulado "A Meditação" e diz que este substitui "A Natureza", por ser «maior e melhor».
Carta 5 — Lisboa 3 de Junho de 1812. Bifólio. 22 cm x 17,4 cm. Carta longa onde Macedo comunica a Freire que se encontra «em estado de guerra contra um exercito de Burros, que peja e entulha esta capital da parvoice.» Esta luta hercúlea deveu-se, aparentemente, às críticas que recebeu após a publicação de "Os Sebastianistas" (1810). «E hum dos primeiros mentecaptos q. me assestou uma cagalhoada de inepcias foi o [Pato] Moniz.», atestando o verdadeiro ódio que ambos autores retroalimentavam e que deu origem a algumas das mais acesas e deliciosas medições de forças da história da literatura em língua portuguesa. Refere ainda a publicação de "O Argonauta" e a má recepção que obteve "O Gama"; e de como lhe «quebravam os tomates» com o 5.º Canto d’ Os Lusíadas. Menciona as cartas que mandou imprimir em reacção a essas mesmas críticas. Menciona, outrossim, que corria no prelo a impressão de "A Meditação" e, num importante trecho, afirma que reescreveu "O Gama" e que o mesmo agora tem 12 Cantos, «com mais oitavas que o do Camões», tratando-se, pois, da primeira versão de "O Oriente". Este é um testemunho importante pelo próprio punho, porque confirma a obsessão de Macedo em atingir o nível do Vate; delírio com que os seus inimigos se divertiam muito e que ele mesmo chegou a reclamar. A propósito dos onagros mencionados supra, diz que se encontra a escrever um poema «regular» de quatro cantos e cinco mil versos intitulado «Os Burros». Trata-se do libelo que geraria grande polémica e lhe valeria o epíteto de «Padre Lagosta», aparentemente por se encontrar permanentemente ruborizado de raiva. Refere que vive na Calçada do Forno do Tijolo, n.º 45. Conclui convidando o amigo a ir ter com ele a Lisboa ou a ir para o Rio de Janeiro, pois teme pelo seu estado de emprego e pelos ares que se viviam nos conventos; e que, inevitavelmente, levariam à sua extinção cerca de vinte anos depois. Termina queixando-se do estado das letras nacionais, voltando a atacar Pato Moniz.
Carta 6 [fragmento] — Lisboa dia de S. Judas [Tadeu] de 1812 [28 de Outubro de 1812]. 1 fólio. 22 cm x 17,4 cm. 20,2 cm x 15,7 cm. Missiva muito curta que Theophilo considera fragmento, onde Macedo afirma: «Declaro guerra aos Papeloens da Terra.» Documento importantíssimo para a história da poesia de língua portuguesa, pois menciona ainda a publicação dos seus poemas "Meditação" e do celebrérrimo "O Oriente".
Carta 7 — Lisboa 3 de Julho de [1813]. Bifólio. 23 cm x 19 cm. Bifólio pré-filatélico com carimbo do Correio de Lisboa. Refere a saída do prelo de "Os Burros", com a qual fica muito descontente e diz preparar, por isso, a segunda edição. Menciona a possibilidade de imprimir, na Imprensa da Universidade, "O Oriente", uma das mais importantes obras da história da poesia em língua portuguesa, onde «julgo que consegui a possivel perfectabilidade, e que não cabe mais nas forças humanas.» Menciona o atraso na Impressão Regia dos poemas "Meditação" e "Newton". Declara que "... agora só se lêem as Gazetas e que os livreiros «estão às moscas». E onde é que já ouvimos todos nós isto?…". Fecha com um sábio conselho: «Cuide nas letras antes q. se acabem; adoçam a existencia, e depois de bem cultivadas, trazem a vantagem por fim de nos mostrarem que morremos perfeitamente asnos e ignorantes.»
Bibliografia auxiliar:
- Theophilo Braga - Obras Ineditas de José Agostinho de Macedo: Cartas e opusculos documentando as memorias para a sua vida intima e successos da historia litteraria e politica do seu tempo. Typographia da Academia Real das Sciencias. 1900
- Inocencio III, pp. 378-380.
Descrição:
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, Lisboa, 1844. In-8º de XXIII-469-(8) págs. Encadernação meia francesa em pele cor-de-mel, com guardas em papel marmoreado em tina manual, decoarad na lombada com florões e dizeres a ouro em casas fechadas (encadernação assinada por Silvestre Pinto - Porto). Conserva o fac-simile impresso em grande folha desdobrável do manuscrito autógrafo de Frei Luís de Sousa. Inteiramente por aparar. Mancha tipográfica com alguma acidez, em algumas folhas.
Muito rara PRIMEIRA EDIÇÃO quando completo com o facsimile, como o que se apresenta.
Descrição:
Centelha, Poesia, 1980. In-8º de 239 págs. Brochado com capas ligeiramente empoeiradas. Miolo impecável.
Primeira e única edição de um belo livro de poesia (dos mais belos no último quartel do séc. XX, opinião nossa) escrito por Vitor Raul da Costa Matos (1927-1975) cuja produção literária integra um modelo de poesia nascida de uma preocupação especulativa e filosofante e moldada sobre a experiência existencial. Licenciado e doutorado em Filosofia, foi docente na Universidade de Coimbra e colaborou em peródiocs literários consagrados de que se destacam Árvore, Cadernos do Meio-Dia, Távola Redonda e Eros. Usou o pseudónimo Vitor Matos e Sá; morreu precocemente num acidente de viação.
Descrição:
sub-título: Who Knows Enough About it seguido de Louvor e Desratização de ÁLVARO DE CAMPOS pelo MESMO no lugar. Com 2 Cartas de RAUL LEAL (HENOCH) ao Heterónomo; e a Gravura da universidade.Escrito & Compilado de Jun. 1987 a Set. 1988.
Assírio & Alvim, Lisboa, 1989. In-8º de 119 págs. Brochado, vom estado não obstante possuir pequena rúbrica de posse no frontspício.
Primeira edição.
Inserida na coleção Peninsulares / Literatura .
Descrição:
Typographia da Empresa do Diario de Noticias, 1928. In-4ºgr. de LXIV págs. inums. Cartonagem editorial com lombada em pele. Papel encorpado, impresso com elevado rigor estético, bem ao jeito de António Botto. Rótulo de ordem de biblioteca na lombada. Capas com ligeiro foxing. Miolo irrpreensível.
Ostenta uma bonita dedicatória autógrafa ao escrito Alfredo Cunha " ... esta pequena obra da minha adolescência literária ..." datada Lisboa, 1932.
2ª edição, de igual beleza editorial que a primeira impressa em 1919. Ilustraram de igual forma António de Brederode Amorim e António Quaresma.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa, (1933). In-8.ºde 285 págs. Encadernação meia inglesa em pele, com lombada elegantemente decorada a ouro, emoldurada em filetes triplos, numa casa única. Preserva as capas de brochura, corte superior das folhas carminada. Restantes margens intactas. Capas ligeiramente amarelecidas, todas por igual. Miolo limpo.
Ostenta uma dedicatória autógrafada, datada de Lisboa, 1963.
Primeira edição, primeiro milhar.
Descrição:
Na officina de Antonio Balle, Valensa, 1746. In-8º de dois tomos com (12)-322-(5) e (4)-300-(2) págs. respectivamente. Encadernação séc. XX inteira de carneira cor de mel, com dourados dispostos em casas abertas na lombada com 5 nervos, e rótulo de pele preta com dizeres também gravados a ouro. Aparo e rúbrica de posse coeva no frontispício, este com canto superior direito restaurado. Miolo em excelente estado de conservação, mantendo a sonoridade original do papel. BELÍSSIMO EXEMPLAR
junto com:
- PIEDADE, P. Fr. Arsenio da - REFLEXOENS APOLOGETICAS A OBRA INTITULADA VERDADEIRO METHODO DE ESTUDAR, DIRIGIDA A PERSUADIR HUM NOVO methodo em Portugal se ensinarem, e aprenderem as sciencias, e refutar o que neste Reino se pratica, expendidas para desaggravo dos Portugueses em huma Carta, quem em respsota de outra se escreveo da Cidade de Lisboa para a de Coimbra ... Na Officina de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1748. In-8º de 66 págs.
junto com:
- RESPOSTA AS REFLEXOENS que o R. P. M. Fr. Arsenio da Piedade Capucho fez as Livro intitulado: VERDADEIRO METODO DE ESTUDAR. Escrita por outro Religioso da dita Provincia para dezagravo da mesma Religiam, e da Nasam. Na Officina de Antonio Balle, Valensa, 1748. In-8º de 146 págs.
Última folha erradamente encadernada no final, constituindo Advertencia do Impressor a quem ler, isto é, o fólio A1* do presente título.
PRIMEIRA EDIÇÃO (variante B, segundo Maria Teresa Payan Martins, em LIVROS CLANDESTINOS E CONTRAFACÇÕES EM PORTUGAL NO SÈCULO XVIII, 2012, p. 356 - só se conhecem dois exemplares da variante A, depositadas em bibliotecas públicas estrangeiras) APREENDIDA PELA INQUISIÇÃO em 1746, do famoso e violento tratado contra a pedagogia dos Jesuitas. RARÍSSIMA, justamente apreciada e bastante valiosa obra para a Cultura Portuguesa de que é autor LUIS ANTÓNIO VERNEY , o maior da cultura portuguesa do séc. XVIII e quem trouxe, ao marasmo então instalado, o nível da civilização europeia, numa situação social em que a sociedade vivia apoiada nos fanáticos do puro despotismo, com vista isolar o infeliz Portugal da Europa culta, para que não se contaminasse com pensamento moderno.
O VERDADEIRO MÉTODO DE ESTUDAR foi publicada anónima (sob o pseudónimo de um “Barbadinho da Congregação de Itália”) e o seu aparecimento no mundo das letras deu origem a uma violenta e prolongada polémica literária em que esgrimiram, pró e contra a reforma dos estudps, algumas das penas mais consagradas da época. A obra propõe uma profunda reforma do sistema educativo, defendendo a substituição da lógica aristotélica e do formalismo retórico por métodos fundados na razão, na observação, na experiência e no estudo directo das ciências naturais e das línguas modernas. Verney reclama um ensino útil, prático e moderno, alinhado com os modelos europeus mais avançados, criticando a estagnação intelectual portuguesa e apelando a uma renovação que abrangesse não apenas a pedagogia, mas toda a cultura nacional. Pela clareza argumentativa, pela audácia das suas propostas e pelo impacto que exerceu no debate público, “O Verdadeiro Metodo de Estudar” é hoje considerado um dos textos fundadores do pensamento reformista em Portugal e um marco fundamental na preparação da grande Reforma Pombalina da Universidade.
Ávila Perez, 7944 (refere apenas a edição de 1747)
BNP, 869.0-6
Conde de Ameal, 2474
Inocêncio V, 222 e seguintes
Martins (2012), 356 e seguintes
Monteverde 5527 (refere unicamente a edição seguinte de 1747)
Descrição:
Verbo. (Lisboa). 1959. In-8º de 76-(2) págs. Brochado com ligeiro foxing. Miolo muito limpo, impecável. Capa da autoria do próprio.
" ... É um grande texto do modernismo teatral português. O ambiente epocal não perdeu atualidade, se bem que a “vampa”, hoje talvez falasse de outra maneira... ou talvez não. Mas toda a mestria do desenvolvimento dramatúrgico continua profundamente moderno, no sentido da sua contemporaneidade e intemporalidade..." (Duarte Ivo Cruz).
Descrição:
Editorial Alba Limitada, Rio de Janeiro, s.d. In-8º de 173-(1) págs. Encadernação moderna, inteira de percalina castanha imitando pele mosqueada antiga. Lombada com dizeres dourados. Aparo marginal generalizado. Papel amarelecido, próprio da sua qualidade oxidante. No final da obra apresentam-se os documentos históricos fotográficos, impresso à parte. Rúbrica de posse no frontspício.
A obra não apresenta data de publicação, mas conhece-se uma segunda edição publicada no ano de 1931 pela mesma editora. Sendo os factos relatados na obra ocorridos na Vila de Machico, na Madeira, entre Fevereiro e Abril de 1931, depressa se chega à data desta primeira edição.
Importante documento publicado pelo então consul do Brasil, retratando os factos ocorridos no agitado ano de 1931, sendo considerado o último movimento revolucionário saído à rua e aquele, do grande e derradeiro susto da Ditadura, que se deparava numa situação social crescentemente deteriorada pelos efeitos da crise internacionalde 1929, marcada pelo reavivar da agitação anarco-sindicalista e comunista e pela insatisfação dos sectores dos serviços, particularmente atingidos pelo desemprego, além das lutas internas com a Liga 28 de Maio a disputar a liderança salazarista.
Descrição:
Edições Momento, Lisboa, 1934. 8º de 110 págs. Brochado. Preserva intacto a sobrecapa impressa em papel fino laranja. Nítida impressão sobre papel encorpado hidrófilo, o que justifica o foxing que apresenta habitualmente, tal como quase todos os exemplares que aparecem à venda no mercado.
Insere uma Marginália na qual se apresenta os estudos “António Botto e os problemas da sinceridade” por João Gaspar Simões, “Palavras” de José Régio. No final “os editores transcrevem um breve resumo de crítica na imprensa portuguesa e estrangeira sobre a obra António Botto” .
Primeira edição, invulgar.
Descrição:
sub-título: Conferênciarealizada em Lisboa no Teatro Nacional de Almeida Garret, a convite de Amélia Rey Colaço, repetida em Coimbra no salão nobre da Associação Académica a convite da revista “Presença” e editada nas oficinas gráficas UP de Lisboa. Julho de 1932.
Sem indicação de local de impressão (Oficinas Gráficas UP), Lisboa, 1932. In-8º de 55 págs. Encadernação de execução recente, meia francesa em pele vermelha com cantos, lombada de 4 nervos com decoração dourada em casas abertas, dizeres também dourados. POR APARAR, preserva as capas de brochura, estas um pouco empoeiradas e com ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento. Miolo miuto limpo e fresco. BOM EXEMPLAR.
Ilustrado com uma curiosa autocaricatura de Almada.
Discurso proferido por Almada Negreiros em Lisboa no Teatro D. Maria II, a convite de Amélia Rey Colaço, e repetido em Coimbra, no salão nobre da Associação Académica, a convite da revista «Presença», pouco tempo depois da sua chegada a Lisboa, regressado de Espanha, onde tinha vivido desde 1927.
Descrição:
Coimbra.1941. In-8º de (6)-181-(1) págs. Brochado. Exemplar em magnífico estado de conservação, quase "mint-condition" não fosse o ligeiro e insignificante amarelecimento das capas de brochura na lombada. Miolo imaculado, muito limpo e fresco.
O livro Montanha publicado em 1941, foi logo apreendido pela polícia política. Em carta de Abril desse ano, Vitorino Nemésio, solidarizando-se com o amigo, escreveu a propósito dessa apreensão: «Acho a coisa tão estranha e arbitrária que não encontro palavras. De resto, para quê palavras se nelas é que está o crime?».
Montanha é um livro composto por 23 contos, que descrevem e demonstram os comportamentos, as emoções e as gentes de uma aldeia transmontana durante o regime ditatorial fascista de Salazar. Neste mesmo ano, Torga publica ainda outros diversos livros: o volume primeiro do Diário, o volume de teatro Terra Firme-Mar e este de contos Montanha. Em 1955, o autor faz uma nova edição (a segunda) no Rio de Janeiro, com o título Contos da Montanha, que circula clandestinamente em Portugal. Este título é dos muito poucos de toda a sua obra que apresenta a capa de brochura ilustrada.
PRIMEIRA EDIÇÃO desta apreciadíssima obra e apreendida pela PIDE aquando a sua distribuição.
O bom estado de conservação aliado à raridade da obra tornam esta espécie bibliográfica extremamente rara e PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Na Regia Officina Typographica, Lisboa, 1801 (e Typ. de Antonio José da Rocha, Lisboa, 1836). In 8º de 3 vols com 231-(1), 222-(1) e 126 págs. respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira com rórulos de pele vermelha dourados com dizeres. O 3º volume publicado 35 anos depois, tem formato e encadernação distinta, inteira de pele mosqueada, e rótulo pele vermelha na lombada. Ex-libris de Gerrit Komrij. Rótulos de ordem de biblioteca no pé dos dois primeiros volumes.
Obras bem impressas em bom papel incorpado e muito bem conservados. Ligeiro aparo marginal, estando o 3º volume por aparar, com as grandes margens desencontradas. Primeiro volume com finíssimo furo provocado por xilófago exclusivo das cinco primeiras folhas.
Sobre Nicolau Tolentino de Almeida, diz-nos Almeida Garrett no Parnaso Lusitano, tomo I, p. lxiij " ... Nicolau Tolentino é o poeta eminentemente nacional no seu género: Boileau teve mais força, mas não tanta graça como o nosso bom mestre de rhetorica. E de suas satyras ninguem se póde escandalizar; começa por casa, e primeiro se ri de si antes que zombeteie com os outros. As pinturas dos costumes, da sociedade, tudo é tam natural, tam verdadeiro. Confesso que de todos os poetas que meu triste mister de critico me tem obrigado a analysar, unico é este em cuja causa me dou por suspeito: tanta é a paixão, a cegueira que tenho polo mais verdadeira , mais engraçado, mais bom homem de todos os nossos escriptores ...".
É particularmente RARO a colecção fazer-se acompanhar do terceiro volume (a BNP não tem um exemplar deste terceiro volume) que saiu póstumo, 35 anos depois dos restantes volumes iniciais. Apenas Inocêncio (VI, 291 que dedica várias páginas ao autor) e Pinto de Matos (p. 548) refere este 3º volume. Todos os outros bibliógrafos consultados, como Ávila Perez (nº121), Aulo-Gélio (nº3548), Monteverde (nº 5385), Sousa da Câmara (nº42) omitem a sua existência.
Descrição:
(Imprensa Régia, Lisboa, 1825). In-4º de [87-264]-(1) págs. colação: [L4] M-2K 2L² (-2L2) (2L1 verso em branco). Encadernação moderna, cartonada, com belíssimo papel tintado em tina manual. Rótulo de pele preta com dizeres dourados na lombada. Margens intactas, com grandes rebarbas. Leve mancha de humidade, sem afectar a macnha tipográfica, no canto inferior esquerdo das últimas páginas. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, apresentando-se a mancha tipográfica com margens jumbo.
Separata factícia do tomo IX, parte 1 da Historia e Memorias da Academia das Sciências de Lisboa, de 1825.
Este texto é o único que Baltazar Silva Lopes apresentou na Academia das Sciencias, e a sua importância reside nas descrições de geografia física e humana da região da Bahia e na importante divulgação das práticas de florestação, com base na realidade local, aliando prática agrícola brasileira e teoria europeia, à custa dos estudos que o autor desenvolveu na Universidade de Coimbra, nos finais do séc. XVIII
Descrição:
Na Typografia Rollandiana, Lisboa, 1788. In-8º de (8)-362-(6) págs. Encadernação coeva, inteira de carneira, lombada com 5 nervos, casas abertas, falho de rótulo (preserva ainda em relevo, o molde da gravação dos dizeres de título). Corte das folhas carminado. Nítida impressão em papel de boa qualidade, preservando ainda alguma frescura original. Encadernação semi-solta pela pasta anterior. Mesmo assim, muito bom exemplar.
As primeiras 8 páginas são da responsabilidade do tradutor-editor, onde declara dedicar a obra às Senhoras, nos diz ainda que no livro " ... encontrareis o caracter de huma familia sisuda, de huma familia toda ambiciosa no bem, no util da sua casa; vereis mofadas com muita arte as vaidades do Seculo, as loucuras com que muitos correm affadigadamente, peor que os brutos a quem destro Cavalleiro não pode domar, para o precipicio ou deste, ou do outro mundo; vereis a Moral pullar por todas as paginas; vereis finalmente o modelo da vossa gravidade, da vossa decencia, e sabedoria ...".
A edição original é francesa, com título Histoire de la vertueuse portugaise, ou Le modele des femmes chrétiennes, da autoria de Jean Maydieu, publicada em 1779, foi traduzida por Francisco Rolland, como declarado no texto de introdução. As últimas 6 páginas do livro compõem o catálogo das obras impressas na tipografia Rollandiana.
Francisco Rolland foi o fundador da célebre casa Tipografia Rollandiana, que em 1770 veio de França para se estabelecer em Lisboa (Inocêncio, III-50), tendo sido também, além de mediador cultural, responsável pela introdução de modelos editoriais franceses em Portugal.
A BNP não possui um exemplar.
Descrição:
Edição do autor, sem indicação de local nem data (1916). Folha em harmónica, impressa de ambos os lados ao longo de 7 "páginas". Exemplar preservado numa caixa-estojo, inteira de pele com dizeres dourados pela frente.
Com um catálogo das obras do autor (Obra Literária) e o anúncio da publicação de K4.
PEÇA DE COLECÇÃO E DAS MAIS RARAS DO AUTOR.
Descrição:
Delfos, Lisboa, s/d. In-8º de 358-(2) págs. Brochado. Com um retrato de Cesariny, em desenho à pena por João Rodrigues. Capa de brochura anterior com ligeiro restauro marginal no topo e posterior com algumas leves manchas de acidez. MUITO BOM EXEMPLAR.
Edição, a primeira, colectiva dos livros «A Poesia Civil», «Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano», «Pena Capital», «Manual de Prestidigitação», «Estado Segundo», «Alguns Mitos Maiores Alguns Mitos Menores propostos à Circulação pelo Autor» sendo alguns deles, até então o ano de 1955, inéditos.
INVULGAR.
Descrição:
(Casa Minerva), Coimbra, 1954. In-4º de 230-(1) págs. Brochado. Belíssima capa de brochura ilustrada por Ruy de Oliveira Santos. Muito raros picos de humidade nas primeiras páginas e com miolo impecável. Insignificantes cortes marginais na capa anterior.
Valorizado por ostentar uma excelente, poética e muito sentida dedicatória autógrafa a João Villaret, datada de Junho de 1954.
PEÇA DE COLECÇÃO do livro que constitui a estreia literária do autor.
Descrição:
Livraria Portugália, Lisboa, 1942. In-8º de 193-(1) págs. Brochado e ilustrado por Manuel Ribeiro de Pavia.
Valorizada pela dedicatória autógrafa neste primeiro livro de contos de teor neo-realista de Manuel da Fonseca, correspondendo a uma colectânea escrita a partir do fim dos anos 20 até ao fim da década de 30. Alguns foram publicados originalmente em jornais e revistas literárias.
PRIMEIRA EDIÇÃO deste belo exemplar.
Descrição:
Na Typographia das mesma Academia, Lisboa, 1837. In-8º de VII-116-(6) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele, com dizeres dourados na lombada com casas abertas. Bom estado geral, com o papel a manter a sonoridade original. Ligeira falha de pele à cabeça da lombada.
Este pioneiro e muito interessante estudo linguístico de Cardeal Saraiva, sobre o conjunto de palavras de origem etimológica oriental, corresponde a uma publicação realizada e extraída das actas de sessão de 15 de setembro de 1835 da Academia Real das Ciências. Nele são referidos muitos termos da língua portuguesa cuja origem se pode encontrar na "língua hebraica e na língua caldaica", esforço este de encontrar uma origem oriental do português, interrompido por mais de um século e meio, quando Moisés Espírito Santo retoma o tema e alarga o estudo numa relação com o Médio Oriente à cultura, religião popular, toponímia, expressões idomáticas, etc...
Ávila Perez, 7061
Inocêncio II, 423.
Descrição:
Edições Paulo Guedes, Lisboa, (1933). In-8º de 192 páginas inumeradas (cadernos numerados de 1 a 12). Encadernação moderna, meia francesa com cantos em pele, lombada de 4 nervos com ferros estilizados e corridos em casas abertas, dizeres igualmente dourados. Preserva capas de brochura ilustrada por Fred Kradofler. Ligeiro aparo marginal.
Exemplar muito limpo, embora papel amarelecido, próprio da sua qualidade.
A Marginália que ocupa cerca de uma vintea de páginas no final da obra, apresenta críticas de Jorge de Faria, Dias da Costa, Arthur Portela, J. Quintanilha, António Inêz, Armando Ferreira e Mário Martins .
PRIMEIRA EDIÇÃO desta peça de Teatro apresentada pela primeira vez no Teatro Nacional de São Carlos, que retrata o bairro lisboeta onde Botto cresceu num ambiente popular e boémio, sem instrução formal aprofundada.
Descrição:
Impresso por H. Bryer, Bridge Street Blackfriars, Londres, (1815). In-8º de dois volumes com XIX-(1)-458 + 7 ilustr. + 5 tabelas desdobráveis & IX- 7 ilustr. + 424-15 ffs inumeradas + 3 tabelas desdobráveis grande formato. Encadernação coeva meia inglesa em pele castanha com lombada decorada a ouro com ferros victorianos, zona central a sêco e dizeres dourados ao alto. Possui no pé da lombada rótulos de papel de ordem de biblioteca privada. Carimbo e rúbrica de posse.
As 7 estampas que cada volume comporta, são gravuras a talha doce gravadas por J. Walker e representam figuras anatómicas comparativas dos diferentes taxon do reino animal.
Quadro Elementar da Historia Natural dos Animaes foi uma das obras mais reputadas da sua época. Obra justamente apreciada publicada em Portugal apenas 17 depois da edição francesa que lhe esteve na origem intitulada "Tableau élémentaire de l'histoire naturelle des animaux" publicada em 1797-1798, destaca-se pelos índices comparativos e pela introdução de nomenclatura portuguesa na obra do zoologista francês George Cuvier. As tabelas desdobráveis debruçam-se sobre as mais variadas espécies, desde as aves aos crustáceos. Inclui um prefácio do tradutor, António d’Almeida, e de Félix de Avelar Brotero, sobre o qual recaiu a importante responsabilidade de rever, corrigir e anotar a obra, fazendo corresponder os termos franceses e latinos à nomenclatura portuguesa. Numa época em que, no decurso das Invasões Napoleónicas, a ciência em Portugal se encontrava estagnada, este livro veio apresentar importantes contributos para a sua atualização e progresso.
Inocêncio I, 83 e II, 262
Descrição:
Ex Typographia Regia, Lisboa, 1804. In-8º de 2 volumes com XVIII-607 & 557-(1) págs. respectivamente. Encadernação coeva, meia inglesa em pele azul escura, com dizeres dourados na lombada, limitadas por ferros corridos, também a ouro e a sêco. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade, mantendo-se a sonoridade original do papel. Etiquetas de ordem de biblioteca no pé da lombada. Charneiras de ambos os volumes com alguma e insignificante fragilidade, provocada pelos ciclos de abertura e fecho, durante o manuseio da obra. Pé da lombada do segundo volume fissurado na charneira, sem perder qualquer função estrutural de suporte do livro. Segundo volume com uma ténua e quase imperceptível mancha de humidade, à cabeça e circunscrito às primeiras 20 páginas.
Considerada a primeira flora portuguesa, este título é uma obra de botânica descritiva, em latim, com recurso ao sistema de Lineu. Apresenta 1885 espécies, muitas delas desconhecidas então para a ciência, tendo também sido nela realizada pela primeira vez uma nomenclatura botânica portuguesa.
Estando na época anunciada a publicação de Flore Portugaise por parte dos botânicos Link e Hoffmansegg, a publicação da Flora Lusitanica, foi acelerada por ordem do governo, pelos então ministros D. Rodrigo de Sousa Coutinho e D. João d'Almeida de Mello e Castro como oposição de Domingos Vandelli e do P. Velloso.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra classificada como um importante marco na botânica nacional e da ciência portuguesa em geral.
Inocêncio II, 259
Sousa da Câmara, 459 (muito raro)
Descrição:
Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1960. In-4º de XI-194-(1) págs. Brochado. Exemplar em muito bom estado, sem qualquer defeito de ordem maior apontar. Ilustrado no texto com astrolábios e tabelas e em extra-texto com reproduções coloridas dos mapas contidos no códice original.
Publicação da obra manuscrita, em 1673, por um aluno do oitavo cosmógrafo-mor de Portugal – Luis Serrão Pimentel (1613-1679) – coligindo as lições do mestre e ilustrando com 15 mapas coloridos com os principais portos da costa portuguesa e das suas colónias.
2ª edição com prefácio de A. Fontoura da Costa, comemorativa do V Centário da Morte do Infante D. Henrique.
Descrição:
Edição da Agência Geral das Colónias Comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, (Lisboa), 1940. In-4º de XI-242-(1) - (1) gravura extra- texto + 5 Fig.s extra- texto. Brochado, capas e miolo com imperceptíveis picos de humidade mariginais próprio da qualdiade deste papel hidrófilo.
Edição realizada a partir do manuscrito existente na Biblioteca Vaticana,com obras anónimas sobre navegação, Regimentos do Sol, da Polar, e do Cruzeiro, tratado da agulha de marear, uma carta de marear, roteiros, um diário de navegação de André Vaz de 1538, e por último o diário de Navegação de Bernardo Fernandes de 1548.
Na nota introdutória, Fontoura da Costa diz-nos que todas estas obras são importantes, mas os dois diários de navegação são: «excepcionalmente valiosos, com observações pessoais do maior interesse náutico».
Invulgar.
Descrição:
Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1956. In-4º de 2 vols com XV-324-(1) pág.+ 3 estampas extratexto & 429+ (2) págs.+ 7 gravs. extratexto respectivamente. encadernação moderna em percalina vermelha, meia inglesa com cantos. Preserva as capas de brochura. Muito bons exemplares, muito bem conservados.
O itinerário de Sebastião Manrique, de interesse universal, como na Peregrinação, foi investigado modernamente e provou-se a veracidade do texto antigo, confirmando a fama da nossa literatura de viagens.
Descrição:
Livraria Bertrand, Lisboa. S/d. (1946). In 8 de 350 págs. Encadernação modesta, coeva, meia inglesa em estopa, com rótulo dourado com dizeres, sobre percalina azul na lombada. Carimbo de posse com nome do destinatário da dedicatória, na folha de guarda e de rosto. Aparo generalizado, sem capas de brochura. Exemplar muito limpo, muito fresco.
Apresenta uma expressiva dedicatória autógrafa na página de ante-rosto.
Primeira edição deste livro de crónicas (o primeiro de um conjunto de três outros títulos: Geografia Sentimental, Homem da Nave e Arcas Encoiradas) que toma como referência e palco a povoação de Soutosa, ao tempo isolada e desconhecida do país, constituindo " ... um políptico de largo espectro, abrangendo a antropologia e sociologia rural, desenvolvido a partir do conhecimento directo dos sítios e das pessoas, bem como do repositório de memórias e tradições orais que Aquilino compreendia como poucos, e que, ainda hoje, continuam subjacentes no cerne estrutural do homem português...".
Descrição:
Edição do autor (Tipografia Lusitânia), Guimarães, 1928. In-8º de XV-484 págs. Encadernação meia francesa com cantos em pele grenat, belamente executada com 15 nervos, com decoração dourada à custa de ferros pontiados corridos. Rótulos de pele preta na lombada, também com dizeres dourados. Lombada com insignificantes sinais de manuseamento. Pastas também decoradas com ferros corridos, ao gosto art deco, nos limites papel-pele. Aparo marginal generalizado e corte superior das folhas carminado. Preserva as capas de brochura. Exemplar muito limpo, muito fresco, sem defeitos apontar além do descrito na lombada.
Notável, desenvolvido e distinto estudo ao longo de 15 capítulos, abordando assuntos celtas relativo à sua permanência na península ibérica, em torno de temas como dos costumes, crenças, linguagem e escrita, arte, crenças religiosas abordando de igual forma assuntos relativos a outros povos presentes , tais como os Iberos, os Bardos, os Bascos, os Fenícios, os Lusitanos, Gregos, Cartaginenses, Árabes e Romanos.
Invulgar no mercado.
Descrição:
Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1762 (a 1763). In-8º de (16)-466-(1), (12)-480 e (4)-503-100 págs. Encadernação coeva e corrida em carneira flamejada, lombada a 5 nervos dourados com florões vegetalistas em casas fechadas, rótulos de pele vermelha (patinada) com dizeres também dourados. Falho de rótulo no primeiro volume e parcialmente preservado o do volume terceiro. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade mantendo a sua sonoridade original de frescura. Trabalho de traça no volume 1 e 2, prejudicando por vezes a leitura (em especial no volume 2). Aparo marginal generalizado e carminado.
Apresenta uma marca de posse manuscrita de antigo Collº de S. João Evangª de Coimbra.
O 3º volume apresenta com numeração própria um Roteiro Terrestre de Portugal em que se ensinaõ por jornadas e summarios naõ só os caminhos, e as distancias, que ha de Lisboa para as principaes terras das Provincias deste Reino, mas as derrotas por travessia de humas a outras povoações delle.
2ª edição revista e aumentada. Preserva o mapa desdobrável que na época foi vendido à parte, razão pela qual muitos bibliógrafos não registam a sua existência.
Ávila Perez, 1567 (muito rara)
BNP (HG-4124-V_3)
Inocêncio III, 300 (é a edição preferida por mais correcta e augmentada)
Descrição:
Editorial Confluência Lisboa, 1945. In-8º de 218-(6) págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos e pele vermelha, lombada a 4 nervos, dourada em casas fechadas, florões de canto e ferros corridos nos nervos e pé. Rótulo de pele verde escura com dizeres também dourados. Guardas em papel pintado em tina mecânica. Corte superior das folhas carminado.
Capa de brochura desenhada por António Dacosta.
2ª edição, melhorada e valorizada por ser uma seleção pioneira, que inclui a famosa carta que Pessoa escreveu ao antologiador sobre a génese dos heterónimos, essencial para a consagração pessoana, constituindo um marco na divulgação da obra ortónima e heterónima (Caeiro, Reis, Campos). Foi a partir desta edição que foram realizadas modernamente as sucessivas reedições.
Descrição:
sub-título: (*) Tachigrafo, hum professor da nova descoberta de escrever à ligeira, como por cifra se escrevião algum dia Cartas de Amores.
Na Impressão de João Nunes Esteves, Lisboa, 1823 . In-8º de 44 págs. Encadernação moderna, meia inglesa em percalina vermelha. Presererva a "brochura" original. Manchas maginais de tinta ferrogálica coeva, sendo a última página impressa afectada de forma mais intensa, prejudicando por vezes a leitura, sem no entanto haver perda de papel nem estrutura de suporte.
Segunda edição (Inocêncio não tem bem presente as datas das edições originais, dado ele apenas conhecer as segundas edições).
Inocêncio, IV - 303
Maria Regina Tavares da Silva, A Mulher. Bibliografia Portuguesa anotada (1518-1998), p. 125
Descrição:
Edição do autor, Póvoa de Varzim, 1932. In. 8.º de 238-(2) págs. Encadernação moderna, em percalina azul escura, com dizeres dourados na lombada. Ilusttardo à parte, sobre papel couché, com fotografias de gentes, tradições, artes de pesca, festividades dos pescadores, marcas em portas, embarcações e equipamentos de pesca. Preserva as capas de brchura e mantem intactas as margens. Capa anterior com vestígios de fita gomada antiga. Raro foxing.
PRIMEIRA EDIÇÃO desta notável monografia, a segunda obra do autor, hoje bastante apreciada pelas sucessivas reedições que conheceu. António dos Santos Graça (1882-1956), desenvolveu uma importante actividade cultural e científica, entre 1913 e 1956, movida pelo propósito de estudar e dar a conhecer a especificidade da colmeia pescadeira, a que pela origem se encontrava ligado. Descreve de feição viva e clara, as devoções e tradições relacionadas com S. André.
Descrição:
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos ùteis, Lisboa, 1838. In-8º de 231 págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele vermelha, com dourados dispostos através de filetes simples e duplos, e dizeres, tammbém dourados na lombada (patinada). Aparo generalizado, mantendo ainda assim, largas margens. Papel com ligeira acidez generalizada e ocasionais picos de humdade. Levíssimos sinais de manuseamento, sem qualquer prejuízo estrutural do livro.
Sem indicação de autoria, Inocêncio atribui ser de João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda (Visconde da Juromenha).
Foi impresso no ano seguinte, segundo dados da BNP (exemplar H.G. 48634 V.) , embora sem certeza ao certo da data de 1839, um Atlas com mapa e estampas litografadas em formato maior e oblongo (in 4º). Inocêncio refere que este Atlas se vendeu em separado. Adianta-nos ainda " ... esta obra, sem duvida a mais completa que sobre o assumpto existe impressa ate o presente. (...) O sr. Visconde é tido geralmente como um dos mais assiduos e intelligentes investigadores de nossas antiguidades, e consta que conserva n'este ramo ainda ineditos alguns trabalhos, já de todo elaborados, e muitos outros em apontamentos, que tendem a completar-se á medida que o tempo, e mais circumstancias o permittirem. Bem longe de monopolisar (releve-se o termo) os fructos do seu estudo e aturada diligencia, de bom grado os reparte aos que d'elles necessitam, havendo-se n'esta parte com urbanidade e franqueza, que não são hoje vulgares. O sr. conde Raczynski lhe deveu copiosissimos esclarecimentos e informações, de que muito se aproveitou na composição das suas obras Les Arts en Portugal, e Dictionn. Hist. Artist. du Portugal, como é constante pelas multiplicadas citações e referencias, que n'ellas se encontram a cada passo, e que corroboram o que acabo de dizer. ...".
Inocêncio III, 290
Descrição:
Coordenação de Casimiro de Brito e Gastão Cruz. Capa de Manuel Baptista.
Tipografia Ideal, Lisboa, 1971 (a 1972). In 8º de 3 vols com 66-(5), 70-(5) e 74-(2) págs. respectivamente. Brochado. Nítida impressão sobre papel de qualidade e tonalidades distintas (creme e azul claro).
Exemplares em excelente estado de conservação. Apenas as capas do volume correspondente a Novembro é que apresenta raras manchinhas de acidez marginal. BELO CONJUNTO desta invulgar revista literária, com excelente colaboração.
Colaboraram os mais notáveis autores da segunda metade do séc. XX, tais como Carlos de Oliveira, Eugénio de Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Nuno Guimarães, Ruy Belo, António Ramos Rosa, Armando Silva Carvalho, João Miguel Fernandes Jorge, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Fernando Assis Pacheco, Herberto Helder, José Gomes Ferreira e Nuno Júdice.
Descrição:
Fundação calouste Gulbenkian, Lisboa, 1968. In-8º de 273-81) págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Ilustrado em separado com fotografias (do autor? - cremos que sim).
Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante da rúbrica de posse no frontspício.
EDIÇÃO ORIGINAL de um dos mais importantes títulos, diversas vezes reeditado, da impoenente literatura geográfica do grandioso Orlando Ribeiro.
Descrição:
Typographia de João José de Salles, Lisboa, 1853. In-8º de 246-(1) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele preta, com filetes duplos e dizeres dourados na lombada, em cadsas abertas. Ligeiro aparo marginal generalizado.
Ilustrado com 6 belíssimas litografias realizadas na Lith. de Lopes & Bastos (Rua Nª Sª dos Martyres, Lisboa) alusivas às guerreiras mitológicas, assinadas Sá, ao contrário o que indicado no frontspício que as atribui a Victor Adão. Dada a qualidade hidrófila do papel encorpado das litografias, apresentam-se com ligeiro foxing.
Preserva um selo colado no verso da capa anterior, com indicação do nome do encadernador de setúbal MANOEL GUERREIRO D'ABOIM - encarrega-se de brochuras, cartonagens e encadernações de toda a espécie.
Bonito exemplar deste romance centrado na mitologia grega das mulheres guerreiras Amazonas, belamente ilustrada.
Autor da obra é Pedro Mata y Fontanet (1811-1877) foi um médico, escritor e jornalista liberal fundador do conhecido grupo de escritores jornalistas El Propagador de la Liberdad dando origem ao periódico político com o mesmo nome publicado entre 1835 e 1838. A edição original de As Amazonas é de Madrid do ano 1852. Mata tem vasta obra publicada sobretudo na área médica, e ainda em história.
A BNP regista um exemplar (cota L. 3799//2 V.) do título, apontando alguma confusão de datas biográficas quanto aos autores indicados.
Descrição:
Na Officina de Antonio Pedrozo Galram, Lisboa, 1706. In-8º de (16)-555 págs. [*1-*8, A1-Z8, Aa1-Mm8]. Encadernação séc. XIX inteira de pele marmoreada, lombada lisa dividia em 5 casas abertas, com filetes triplos e florões decorativos ao gosto romântico, dizeres dourados sobre rótulo de pele castanha. Corte das folhas salpicado a carmim. Frontspício ligeiramente manchado. Assinatura de posse coeva no frontspício e rubrica de posse mais moderna na folha de guarda. Três ex-libris distintos, de épocas igualmente distintas. BOM EXEMPLAR.
TRATA-SE DO PRIMEIRO COMPÊNDIO ESCOLAR DE HISTÓRIA utilizado no Brasil escrito no Colégio Jesuítico da Bahia nos finais do século XVII e impresso em 1706.
Borba de Moraes - I,111.
Inocêncio - VIII, 242.
Descrição:
Na Typographia de Filippe Nery, Lisboa, 1835. In-8º de (5)-469-(2). Encadernação moderna, meia francesa em pele cor de mel, lombada a 4 nervos, casas abertas com florões e ferros corridos, rótulos de pele azil e violeta com dizeres dourados. Apresenta 3 grandes mapas desdobráveis com informação esquemática das receitas e despesas da camara geral e das comunidades e aldeias da Ilha de Goa e Ilhas adjacentes (em 1805) e ainda um mapa das religiões do estado da India, seus conventos e seus fundos.
Exemplar ligeiramente aparado, com corte das folhas salpicadas a carmim, em muito bom estado, conservando a sonoridade original do papel. Ocasionalmente restaurado com papel de arroz.
De elevado interesse com páginas dedicadas às Novas Conquistas, em textos de oficiais coloniais no princípio do século XIX, assim como apresenta uma documentação histórica sobre Timor que provém sobretudo dos governadores e dos militares.
Descrição:
C.E.P. (Porto) s.d. (1945). In-8º de 35-(1) págs. Brochado com as capas ligeiramente acidifcadas. Miolo impecável.
Apreciada antologia de artigos e páginas políticas de Pessoa, intitulados «A Doença da Disciplina», “O Preconceito da Ordem” e vários “Poemas Insubmissos” seleccionados e editados por Petrus (Pedro Veiga)
Ilustrado com belas vinhetas e reprodução de dois desenhos que retratam Fernando Pessoa, da autoria de Pintor Manuel Lapa, Carlos Ribeiro, respectivamente.
Edição limitada e numerada.
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa (1969). In-8º de 189-(1) págs. Brochado com a mioria dos cadernos centrais por abrir.
Ostenta uma dedicatória autografada, assinada e datada.
Primeira reunião da sua obra poética publicada até 1965, excluindo a poesia visual gráfica de Abandono Vigiado (1960).
Descrição:
F. França Amado - Editor, Coimbra, 1901. In-4º de 132 págs. Encadernação não coeva, meia francesa com cantos em pele, lombada com 5 nervos dourada em casas fechadas, com florões de canto, ferros corridos e dizeres dourados. Nítida impresão, por vezes a duas cores, negro e violeta, com um arranjo gráfico distinto, ao gosto arte nova.
Rúbrica de posse coeva no frontspício, foxing ocasional, e leve acidez marginal. Aparo geral, muito ligeiro.
Belo exemplar, bem preservado.
PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de poesia do autor representande do lirismo neorromântico em que explora os temas da melancolia, do bucolismo, e da comunhão com a natureza e o exílio.
Descrição:
(Lisboa. 1922). In-8º de XLI-216-(5) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele vermelha com cantos, lombada de 5 nervos dourada em casas abertas (florões decorativos) e dizeres. Papel da guarda igual à das pastas, produzido em tina mecânica. Preserva capas de brochura e lombada, por aparar. Miolo com ocasionias picos de cidez, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto.
Ostenta uma dedicatória autógrafa ao escritor JOÃO DE DEUS filho " ... lembrança de admiração e pelo culto de João de Deus, Affonso Lopes Vieira.".
Primeira edição.
Descrição:
Sub-título do fascículo I: História e análise dum crime.
Sub-título do fascículo II: Ainda a Ditadura Militar. Demonstração científica da nocividade das ditaduras militares e algumas amabilidades sobrecelentes.
sem local de impressão, Lisboa, 1926 e 1927. In-8º de dois fascículos com 78-(2) e 47(1) págs, respectivamente. Brochado, estando as capas do 2º fascículo soltas e com o ponto de ferro oxidado (e manchado). Mesmo assim, relativo bom estado do miolo. 1º fascículo impecável.
Estas publicações tiveram um carácter clandestino, donde não vem a indicação da tipografia onde foram impressos, mas apenas do impressor, Miguel da Cruz.
Livros não visado pela censura, mas apreendidos posteriormente. Nas cópias de ofício dos autos de apreensão consultados, e segundo o censor « é um libelo contra a ditadura, cheio de ódio e de má fé. Apresenta a revolução como um crime e os seus autores e servidores como criminosos. Trata-se de uma pequena obra clandestina impressa em 1926. A sua apreensão impõe-se.»
Conjunto difícl de reunir, não só pela apreensão a que foram sujeitos, mas também pelo espaçamento de tempo na sua distribuição.
Descrição:
Composto e impresso na Tipografia da “Atlântida”, Coimbra, 1931. In-4.º de 15-(1) págs. Brochado. Muito bem conservado, EXEMPLAR IRREPREENSÍVEL.
Capa da brochura impressa a duas cores, com o aspecto modernista que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações. Ilustrado com um desenho de José Régio, impresso em página inteira.
Trata-se da primeira incursão na escrita dramática de Branquinho da Fonseca que é não só uma das mais raras e representativas peças do seu teatro, como também uma das apreciadas edições Presença, revista de que o autor foi fundador e director.
Primeira edição, PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Título completo: Copia / De hum S.Ctº tra- / ta da Vereação da Villa de Sero- / lico Bebado, que fez, ou mandou / fazer a con.co de Portugal, sobre / os Negocios da Guerra deste / anno de 1624'.
Caderno de 18 ff. inums (Dim. 15 x 21 cm. ) cosidas e linho de caligrafia cursiva muito legível, a uma só mão, pela frente e verso. Tem ao alto da primeira folha a assinatura de posse (séc. XIX ?) de Miguel Osorio, Lisboa. Aponta-se tanto o papel como o estilo de escrita, uma cópia efectuada no último quartel séc. XVIII. O manuscrito remata com uma declaração: "Ha o Original na Caza do Poço em Lamego, no qual está escrito nam com as divizoens, que ficão acima, mas na forma que costumão os Escrivaens da Camara".
Início deste curioso manuscrito de crítica aos acontecimentos da época:
"No Julgado de Serolico Bebado na primeira Quinta feira de Março deste anno de 1624, vindo fazendo Vereação Braz João Galego Juiz, e João Cabelludo Pedreiro, e Vicente Gomes Vereadores, e Gregorio Vaz Hortellão Procurador do Con.co, o dito Juiz propoz aos demais da maneira seguinte.
"Comp.es, parceiros, e amigos honrados: nosso amigo Braz Dias, como todos sabemos bem, está em Lisboa, sob as trampas, que lhe armarão os herdeiros de sua sogra ácerca do seu Prazo; lá vão grandes tralhadas de guerra, com que o mundo anda todo envolto; elle me mandou huma carta de muitas novas; e porq. toca a todos, oução, e cada hum dirá sobre ella segundo os miolos que tiver"; vem depois a carta, seguida do "Concelho" ao Rei, o "Voto de Vicente Gomes Vereador", outro "Concelho" ao Rei e o "Voto 3º de Gregorio Vas Procurador", vindo neste o seguinte aviso: "Mas para que fáz EI Rey festas, quando nós todos choramos?
Melhor fora para outras couzas, ou nam as fazer; porque se os fintados são Christãos novos / que isto quer dizer o nome de mercadores em Portugal / já está bem advirtido que nunca este dinheiro se emprega em couza, que luza, dizem os Praguentos, que he por ser mal ganhado, ou porque o dão com pragas."
Descrição:
sub-título: Cartas e opusculos. Documentando as memorias para a sua vida intima e successos da historia litteraria e politica do seu tempo. Com uma prefação critica por Theophilo Braga.
Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1900. In-4º de XLVIII-320 págs. Encadernação moderna, meia inglesa com cantos em pele mosqueada, casas abertas e rótulo de pele vermelha, com dizeres dourados. Papel nas guardas, igual nas pastas, pintado em tina manual.
Preserva as frágeis capas de brochura (com restauro marginal) e apresenta todos os cadernos por abrir.
O prefácio de Teófilo Braga ocupa as primeiras 48 páginas.
BONITO EXEMPLAR.
Descrição:
Tip. A Vapor da enciclopedia Portugues, Porto, 1916. In-8º de VI-353-(1) págs. (Belíssima e invulgar) encadernação meia inglesa em pele azul, com lombada a 4 nervos decorada em casas fechadas com florões tipográficos e dizeres dourados. Coprte superior das folhas brunido a pigmento azul escuro. Guardas em papel marmoreado em tina manual.
Preserva as capas de brochura.
Ostenta uma dedicatória autógrafa (rasurado o nome do destinatário). Belo exemplar deste livro publicado no ano que foi-lhe atribuída a regência da cadeira de História da Medicina.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1887. In-8º de 162-XXXVI estampas litografadas. Encadernação coeva em pele, meia inglesa com dizeres e filetes dourados, com ligeira falta à cabeça da lombada. Estampas 1 e 15ª solta, não faltando nenhuma. Ilustrado com um mapa desdobrável represenatndo um quadro synoptico das ordens de arquitectura. As 36 estampas são litografias realizadas na Imprensa Nacional e represenatm pormenores arquitectónicos e monumentais, fundamentalmente, de Arte Bizantina e medieval.
Segundo refere o autor no prefácio, esta obra foi composta com base nas importantes textos de Bourassé, Oudin, Pierret, Mallet, Poussin e Crosnier visando a instrução de aulas de desenho, iconografia e arqueologia no Seminário de Beja.
Não mencionado nas bibliografias especializadas em Arquitectura religisoa, Arte e Património. Exemplares na Biblioteca de Arte da Fundação Caloustre Gulbenkian, na BNP e na Academia das Ciências de Lisboa.
Inocêncio XX, 268.
Descrição:
Título completo: SERMAM DE S. IOAM BAPTISTA. Na Profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz, Filha do Excellentissimo Duque de Medina Sydonia, Sobrinha da Rainha N.S. religiosa de Sam Francisco. No Mosteiro de Nossa Senhora da Quietaçaõ, das Framengas. Em Alcantara. Esteve o Sanctissimo Sacramento exposto. Assistirão suas Magestades & Altezas. Pregovo o P. Antonio Vieira da Companhia de Jesu. Prégador de S. Magestade.
Na Officina de Domingos Lopes Rosa, Lisboa, 1644. In-8º de 16 ff inumeradas, A-D4. Brochado com papel moderno de encadernador, ligeiramente aparado. Página de rosto enquadrado em esquadria dupla. Numerado no canto superior direito, a tinta e mão coeva. Texto com caracteres redondos e itálicos, começa na página seguinte ao frontspício com a letra N ornamentada de desenho de fantasia . Sem licenças descriminadas. Ao texto do sermão segue-se ainda a declaração de Taxa.
Exemplar muito bem preservado (ao contrário dos descritos na BNP) apenas com umas muito ligeiras manchas de humidade, exclusivas do frontspício.
PRIMEIRA EDIÇÃO, PRIMEIRA IMPRESSÃO (variante A). Desta obra existem outras variantes, descritas com detalhe na BNP (Porbase, que descreve 11 exemplares desta nossa edição, todos em mau estado de conservação), distinguindo-se as variantes "A", "B" e "C". A que se apresenta aqui, corresponde à variante A. Conhecem-se dez outras edições posteriores deste sermão, até ser publicado no vol. V dos Sermões de Padre António Vieira (1696). Nenhum dos bibliografo seguintes conseguiu identificar o impressor desta obra.
Ameal, 2489 (MUITO RARA)
Arouca, V-188
Backer-Sommervogel, VIII, 654.
Barbosa Machado, I-423 (para as edições de 1652 e 1659)
Inocêncio, XXII-370
Morais Rocha de Almeida, Dicionário de autores no Brasil colonial (2010) p.
579
Palau, 26-471 (nº 364350)
Palha, 207
Visconde da Trindade, Restauração, 209 (MUITO RARO).
Descrição:
(Gráfica da Coimbra Editora), Coimbra, 1963. In-8º de 206-(3) págs. Brochado. Capas ligeiramente empoeiradas, miolo muioto bom, não obstante apresentar raros apontamentos marginais a tinta.
Metade da obra ocupa-se com o Catálogo de Livros defesos neste Reino, desde o dia da Criação da Real Mesa Cençoria athé ao prezente para servir de expediente da Caza da Revizão (1768-1814).
INVULGAR, separata do Boletim da Biblioteca da Universidade de Coimbra, vol. XXVI.
Tese de licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas na FL da UL, em que descriminam os livros encorporados em 2420 bibliotecas e de elevado interesse para colecionadores de livros antigos do séc. XVIII.
Descrição:
Edições Rolim, Lisboa, 1985. In-8º de 42-(1) págs. Brochado. Lombada com ligeiros picos coçados de manuseamento. Miolo muito fresco, impecável. Capa e grafismo de João Carlos Albernaz.
Exemplar da edição especial, numerada e assinada, levando o nº VIII.
Ostenta no frontspício uma expressiva dedicatória a uma conhecida pintora nacional " Para a perigosíssima (destinatária), não uses a tesoura - só a guilhotina fatal e rápida - sem anestesia! o autor L. Pacheco 21.X.85"
Teodolito havia já sido publicado em edição mimeografada, vendido e distribuido pelo autor em 1962. A Velha Casa é aqui publicado pela primeira vez.
PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Editorial Caminho, Lisboa, 1980. In-8º de 167 págs. Brochado. Excelente exemplar, muito limpo e muito fresco.
O posfácio de Luiz Francisco Rebelo ocupa as últimas 8 páginas.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
Descrição:
Tipografia Atlântida, Coimbra, 1948. In-8º de VI-97-(1). Brochado. Ilustrado à parte com 9 fotografias representando os principais acidentes geomorfológicos portugueses e sua relação com sistema de falhas, estas identificadas em papel cebola, sobre as folhas da orografia regional. Ainda com três grandes mapas desdobráveis, sendo um deles a primeira representação portuguesa do mapa orográfico de Portugal Continental a três dimensões, obtido por fotografia a partir do original preservado e exposto no Departamento de Ciências da Terra da FCT/UC. Os dois outros mapas do território continental nacional, em impressão cromoilitográfica, representam a Carta Hypsométrica obtida em 1908 e a Carta Geológica de 1899.
Preserva a etiqueta editorial de aviso ao leitor, sobre os 3 extratextos fotográficos. As folhas I, II e III, tal como o mapa orográfico, faltam em grande número de exemplares dada a distribuição ter sido separada, e não incluidas na feitura desta publicação.
Trata-se do nº 22 da Memória e Notícias, das Publicações do Museu Minetralógico e Geológico da Univ. de Coimbra.
Descrição:
Livraria Classica Editora, Lisboa, 1944. In-4º de XII-420-(1) págs. Brochado. Capa com ligeiro foxing. Miolo em excelente estado. Cadernos parcialmente abertos.
Tradução de António José Brandão. Trata da história da filosofia portuguesa desde o seu coméc̣o até ao final do século XVI (exceptuada a restaurac̣ão da escolástica) e é considerada uma obra de elevado interesse, do melhor produzido em Portugal, no assunto que versa.
Primeiro e único volume publicado.
Descrição:
Editorial Minerva. Lisboa, 1947. In 8° de 332-(1) págs. Encadernado, inteira de pele reproduzindo na pasta anterior, a imagem da capa de brochura. Decoração dourada com bonitos ferros na lombada, com 5 nervos, em casas abertas e rótulos de pele vermelha. Preserva capas de brochura, e por aparar. Como habitualmente capas ligeiramente manchadas e miolo apresentando-se com ligeiro amarelecimento generalizado, dada a qualidade intrínseca do papel do pós-guerra.
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra de estreia de Saramago, escrita e publicada quando tinha apenas 25 anos de idade e renegado pelo próprio autor durante décadas.
Descrição:
Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte), 1753 (ambas as partes) , 2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume, Lisboa 1753. In-8º de 168(parte I) -118 (parte II) -266 (parte III e IV) págs. Encadernação coeva inteira de pergaminho mole. Faltam as XXVIII páginas preliminares da primeira parte. Restante texto completo. Frontspício com tira de papel colado (restauro antigo?).
O exemplar que se apresenta tem apenas a indicação de ter sido impresso na oficina de Domingos Rodrigues (as outras edições apontadas, vem indicação de Luiz Moraes como sendo o impressor). Entre as partes II e III vem uma Adevrtencia aos Leitores que declara estar a sair a publico a Restauração de Portugal Prodigioso I, II e III. Esta característica não é refereida por nenhum das bibliografias consultadas.
Miolo muito bom estado de conservação, ligeira acidez marginal.
Exemplar da edição de Monteiro de Campos.
Azevedo Samodães, 1972
Inocêncio V, 303 & XVI,48
Descrição:
Edição do autor, Coimbra (Tipografia Loyo), 1961. In-8º de 26 págs. Brochado. Tiragem muito limitada, a 250 exemplares.
Emboa com o subtítulo de Notas para a História ... , trata-se na realidade de um trabalho com elevado interesse para a História da Xilogravura (e consequentemente do Livro) em Portugal, sendo poucos os títulos disponíveis em torno desta matéria, além os de Ernesto Soares e os de Monsenhor Nunes Pereira. Apresenta no final uma bibliografia exaustiva de obras do autor.
Descrição:
Edição da Solução Editora, Lisboa, 1929. In-4º de 16 págs. Brochado, por abrir, em mint condition.
Nítida impressão sobre bonito papel avergoado.
Continua a ser ainda hoje o mais importante estudo acerca do referido bairro (de mais de cinco séculos de existência), onde se lê a dado passo: "... O 15 de Dezembro de 1513 é a data da fundação do Bairro-Alto por corresponder á data da escritura tabelónica que iria desde logo iniciar aforamentos para construções de casas...".
INVULGAR
Descrição:
Imprensa Litteraria, Coimbra, 1877. In-4º de 69-(1) págs. Brochado. Exemplar muito fresco, limpo e com todos os cadernos por abrir.
INVULGAR.
Lista e descreve de froma exaustiva um conjunto importante de lápides e manuscritos antigos depositados no então museu. Metade do volume é ocupado com as Notas que são de grande interesse, pelo desenvolvimento significativo que apresentam.
Descrição:
SUB-TÍTULO: Contendo uma larga copia de termos e phrases empregadas na linguagem popular de Portugal e Brazil, com as respetivas significações, colhidas na tradição oral e em documentos, livros e jornaes antigos e modernos, incluindo muitas palavras ainda não citadas como de "giria" em diccionario algum.
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor. lisboa, 1901. In-8º de XXXI -334-(2) págs. Encadernação coeva,um pouco coçada, meia ingelsa em pele bordeaux, decoração dourada em fletes triplos e dizeres, também dourados.Assinatura de posse coeva, ligeiro aparo marginal, sem capas de brochura.
Nítida impressão sobre papel encorpado, este um pouco amarelecido e oxidado.
INVULGAR e obra de grande utilidade linguística e etnográfica de interesse para o estudo da linguagem popular em Portugal, e enriquecido com um extenso texto introdutório de Teófilo Braga que ocupa as primeiras 30 páginas
Descrição:
DECIMO SEXTO REY DE PORTUGAL, COMPOSTO POR D. MANOEL DE MENEZES, Chronista mor do Reyno, e General da Armada Reál, &c. PRIMEIRA PARTE, Que contém os sucessos deste Reyno, e Conquistas em sua menoridade. OFFERECIDA Á MAGESTADE SEMPRE AUGUSTA DELREY D. JOAÕ V. NOSSO SENHOR.
Na Officina Ferreyriana, Lisboa, 1730. In 4º (22)-392 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, decorada na lombada com 5 nervos, a ouro em casas abertas com florões vegetalistas e filetes duplos, e rótulo de pele laranja também com dizeres dourados. Cantos ligeiramente amassados. Pertence manuscrito antigo de instituição extinta. Papel conservando a sonoridade original. Miolo muito limpo em excelente estado de conservação.
Embora tenha saído sob o nome de Manuel de Menezes, foi escrita por José Pereira Baião (Borba de Morais, I, p. 57).
A segunda parte da obra é rarísisma, e segundo Inocêncio, conheciam-se à época apenas três exemplares, sendo dois em mãos de particulares, tanto de que há notícia. Tal facto se deve terem sido destruídos antes se colocarem à venda, por ordem da Academia Real de História.
Autoria da obra é atribuiida por Barbosa Machado a José Pereira Bayão, mais tarde confirmada pelo bibliógrafo Inocêncio.
Trata-se de uma Crónica recheada de interessantes documentos para a história das possessões ultramarinas durante o terceiro quartel do séc. XVI assim como uma importante obra para o estudo do reinado de D. Sebastião e do Sebastianismo.
MUITO ESTIMADA, RARA E VALIOSA.
Ameal, 1746
Azevedo Samodães, 2384
Barbosa Machado, III-310
Borba de Moraes,
Inocêncio, V-96 & VIII-163
Monteverde, 4041
Pinto de Matos, 446
Sousa da Câmara, 2190
(não mencionado em Ávila Perez)
.
Descrição:
Editor proprietário Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1880. In-8º de 231 págs. ilustrado em separado. Encadernação coeva, inteira de carneira flamejante, lombada lisa e decoração vegetalista em casas abertas com filetes triplos alternados e rótulo de pele vermelha com dizeres também dourados. Antigo carimbo de posse na folha de guarda, indicando proveniência insular de Cabo Verde. Ligeiro aparo marginal, como habitual nos livros do século XIX, sem as capas de brochura.
Edição ilustrada com 14 gravuras abertas em chapa d'aço e um grande mapa desdobrável (com restauro amador) da Costa Ocidental de Africa entre Molembo e o Rio Dande (realizado por José Baptista d'Andrade em 1858). Aborda assunto etnográficos, geográficos, o comércio e a escravatura, a caça, feitiçaria, cerimónias fúnebres, jazidas de pedras preciosas, etc ...
Faz-se acompanhar no início com uma longa carta de MAnuel Pinheiro cagas e no final uma de José Baptista d'Andrade (autor do mapa que se faz acompanhar a obra).
Descrição:
Na offic. de António Vicente da Silva, Lisboa, 1760. In-8º de 11 ff. inums-213 págs. Encadernação coeva inteira de pele decorada na lombada a quatro nervos em casas abertas, com florões, filetes duplos e dizeres a ouro sobre rótulo pele castanha escura. Pequeno corte no pé da lombada, sem falta de pele. Primeiras páginas com ligeiro empoeiramento.
BOM EXEMPLAR E RARO no mercado.
Obra não referida na bibliografia das principais colecções de livros antigos portugueses. Inocêncio refere ter sido reimpressa em 1794. Embora no frontspício indique a existência de dois tomos, e no final do volume (em títulos compostos por mais de um volume) constar o tradicional "Fim do primeiro Tomo", tanto Incêncio como na informação da BN, apenas se imprimiu a primeira parte desta obra.
Academia das Ciêncas de Lisboa apresenta um exemplar (BACL-11-723-14)
Biblioteca Nacional apresenta um exemplar (S.A.-10642-P)
Diccionário de Pseudónimos de Albino Lapa (1980), 2111.
Guia de fontes primárias sobre Acadêmicos Esquecidos e Renascidos (1724/1759) por Carlos Mendes Morais (2010).
Inocêncio, I 135 & VIII 141.
Descrição:
Na Impressão de Alcobia, Lisboa, 1823. in-8º de (8)-177-(1) págs. Encadernação coeva, em carneira flamejante, cabeça da lombada e margens das capas com falta de pele. Miolo limpo e fino trabalho de traça nas últimas folhas, afectando a mancha tipográfica sem qualquer prejuízo de leitura. Corte das folhas brunido a pigmento amarelo. Com ex-libris no verso da capa anterior.
As páginas iniciais contêm o Alvará de 30-09-1770, com dedicatória ao Marquês de Pombal e no final, ao longo de uma página, vem uma poesia em latim, em louvor do autor por António Félix Mendes.
Pertence com assinatura de posse de Joaquim José Roiz da Silva (de quem encontrámos referências em documentos relativos à Guerra Civil Portuguesa de 1832 e 1834, de quem é autoria do poema amoroso, datado e assinado) constante no verso da última folha de guarda.
Inocêncio I, 175.
Descrição:
[Editora Gráfica Portuguesa, Lda], Lisboa. 1958. In-8.º de 60-(4) págs. Brochado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior, encorpado.
Ostenta uma dedicatória autógrafa.
Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante os insignificantes picos de humidade da capa anterior.
PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros e mais raros livros de poesia de Natália Correia, ligado à “tendência surrealista da poesia portuguesa”.
Descrição:
Contraponto, (Lisboa, 1958). In-8º de 18-(1) págs. Brochado.
Capas ligeiros com picos de acidez dispersos, próprio da sua qualidade. Miolo muito bom, impresso a roxo sobre o típico papel "de embrulho" da Contraponto.
OSTENTA UMA BONITA DEDICATÓRIA AUTÓGRAFADA: " Ao ___ este livro "maldito" como expressão de viva simpatia da Natália Correia, Maio 1960 ".
Este exemplar constitui um dos que apresenta o verso 15 do poema A Solteirona (página 9) corrigido, pelo punho da autora, isto é, a gralha tem casa para te casas.
PRIMEIRA E RARA EDIÇÃO da obra de tiragem restrita, em parte custeada na gráfica pela autora, sendo este um dos exemplares que escapou à visita da PIDE a sua casa na Rua Rodrigues Sampaio (a 8 de Outubro de 1958), em Lisboa, às livrarias no dia seguinte e outros locais de venda, num total de 117 "destruídos pelo fogo" dos autos de fé da PIDE. (Filipa Martins, 2023).
Este livro iniciou a "relação (da autora) com a PIDE" perdendo toda a sua inocência, livro em que a autora dá a conhecer Portugal através de uma metonímia poética de fácil descodificação. " ... Lusitânea metaforizava o Portugal imperialista pejado de personagens odiosas, como o inquisidor, a solteirona, o padre e o patriota". (Filipa Martins, 2023)
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa. 1986. In-4º de 131-(3) págs. Brochado com ligeiros picos de humidade.
Belíssima edição reproduzindo em página inteira 15 gravuras de Durer e ainda, como vinhetas de remate, alguns elementos das mesmas. Bela edição impressa a negro e vermelho.
SUB-TÍTULO: “AGUSTINA BESSA-LUÍS escreve sobre a REVELAÇÃO DE SÃO JOÃO obra ilustrada e gravada no ano de 1498 por ALBRECHT DURER em quinze xilogravuras de folha inteira o qual tudo aqui novamente se publica por GUIMARÃES EDITORES na cidade de Lisboa no ano de 1986 com a versão portuguesa do APOCALIPSE de acordo com a tradução de ANTÓNIO PEREIRA DE FIGUEIREDO da Congregação do Oratório”.
Exemplar numerado e autografado. PRIMEIRA EDIÇÃO
Descrição:
Guimarães Editores, Lisboa, 1990. In-8º de 84-(3) págs. Brochado, com ilustrações ao longo do texto e em separado de sua filha Mónica Baldaque.
Capas empoeiradas.
PRIMEIRA EDIÇÃO continuação (parte II) do título Dentes de Rato.
Descrição:
Contexto Editora, Lisboa, s.d. (1981). in-8º oblongo com 43-(5) págs. Brochado. Impressão em papel encorpado. Ilustrado com 6 fotografias de Jorge Molder. Inserido na colecção Cábulas de Navegação.
Capas de brochura ligeiramente empoeiradas. BOM EXEMPLAR.
PRIMEIRA EDIÇÃO. É deste livro (poético), da página 9, que vem a conhecida expressão da autora:
"a única solidão é aquela que não tem passado".
Descrição:
Cognitio, Lisboa, s.d. (1982). in-8º de 206 págs. Brochado. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em separado.
Trata-se da terceira edição.
Descrição:
Centro Gráfico, V. N. Famalicão, 1963. In-8º de 169-81) págs. Brochado. Apenas a capa anterior com picos de acidez, e miolo muito limpo. Excelente exemplar.
PRIMEIRA EDIÇÃO (e única).
Descrição:
Edição do Cine-Clube do Porto, 1963. In-8.º de 133-(5) págs. Brochado e profusamente ilustrado com pormenores de planos do filme.
BELÍSSIMO EXEMPLAR, muito bem conservado apesar de vestígios de carimbo a óleo no ante-rosto. Capa ligeirmanete empoeirada.
Anexa-se impressão da Cinemateca Portuguesa a stencil, com texto impresso pela frente e verso, da autoria de M. S. Fonseca, e datado de 16.XI.1988.
PRIMEIRA EDIÇÃO (existe uma reedição de 1992) da primeira longa-metragem e considerado o primeiro filme icónico (apresenatdo em 1942) de Manuel de Oliveira.
Descrição:
s.l. (Secretariado da Propaganda Nacional, Lisboa), s.d. In-8º de 8 págs. Brochado, com os cadernos por abrir. Ponto de ferro insignificantemente oxidado.
EXEMPLAR IMPECÁVEL sem qualquer vinco nem dobra horizontal (como muitas vezes ocorre) - PEÇA DE COLECÇÂO desta primeira edição, autêntica, impressa em papel azul, que se distingue da outra (dada a luz pouco tempo depois, impressa em papel branco) pelo menor número de páginas, proporcional ao tamanho do tipo usado.
Foi proibido de circular pela censura do estado novo.
Descrição:
"Olisipo" Apartado 145, Lisboa, 1921. In-4º de dois opúsculos respectivamente com 20 e 16 págs. Encadernado, preserva todas as quatro capas de brochura.
Encadernação inteira de chagrin côr tabaco com elaborado e estilizado ferro floral gravado a negro na pasta anterior, emoldurada por uma roda art-déco dourada em amnas as pastas. Lombada a 5 nervos, gravada a ouro e pigmento negro, em casas abertas.
PRIMEIRA EDIÇÃO publicada ainda em vida do autor, na sua própria editora.
PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Portugália Editora. Lisboa. 1949. In 8° de 194-(1) págs. Brochado com desenho na capa por Lima de Freitas. Capa anterior com ligeira mancha provocada pela acção química da acidez. Miolo impecável, muito limpo.
Exemplar com rúbrica autógrafa de Vergílio Ferreira (ver foto).
PRIMEIRA EDIÇÃO, dos primeiros livros do autor ( a quarta obra) assim como dos mais raros.
Descrição:
Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa, 1954. In-8º de 234-(1) págs. Brochado. Exemplar sem a tão caraterística acidez que lhe assiste habitualmente dada qualidade do papel. Conserva a sua estrutura rígida das folhas, tão característica desta edição. Miolo impecável, muito limpo.
MUITO BELO EXEMPLAR DESTA PRIMEIRA EDIÇÃO com quatro ilustrações em linóleo de António Charrua, da obra em que o autor abandona a fase neo-realista que lhe era tão marcada a produção das anteriores obras (6 títulos). Considerado como uma das melhores de toda a sua obra literária.
Descrição:
Em Lisboa. Na Officina de Francisco Villela. M.DC.LXXIII [1674], nos dois tomos. In-4º (18)-391-(5) e (16)-416-(24) págs. Encadernado, os dois tomos em um.
Encadernação coeva, artística a inteira de pele, gravada com molduras múltiplas a sêco nas pastas e lombada a 5 nervos com ferros a ouro, dispostos em casas fechadas. Apresenta vestígios de xilófagos imperceptivelmente nos festos. Rúbrica de posse coeva e rasurada no frontspício. Mantem a sonoridade original do papel. Cabeça da lombada com peqeuna falta de pele, falho de rótulo de pele.
INVULGAR Terceira edição, desta estimada obra de Faria e Sousa, mais tarde reformada sob o título de Europa Portuguesa.
Inocêncio V, 415 & XVI, 185.
Palau 86884 & Palau (1990), III-186 (é a mesma obra que o autor refundiu e ampliou com o titulo de Europa portuguesa)
Descrição:
Livraria Clássica Editora, Lisboa, s/d (1951). In-8º de 366-(2) págs. Enc. conserva capas de brochura. Ilustrado em extra-texto com fotografias do autor. Tradução de José da Natividade Gaspar.
Encadernação meia francesa em pele verde, lombada de 4 nervos com decoração e dizeres dourados dispostos em casas abertas. Ligeiro aparo marginal. Corte superior das folhas carminado. Pele na lombada e charneira ligeiramente ressequida. Rúbrica de posse no ante-rosto.
EDIÇÃO ORIGINAL portuguesa deste clássico da literatura marítima mundial, narrando uma epopeia dos pescadores portugueses dos bancos da Terra Nova e Groenelandia.
Descrição:
Centro de Estudos Românicos, Coimbra, 1971. In-8º de 594 págs. Brochado com ocasionais picos de acidez. Miolo impecável, em excelente estado.
Com uma dedicatória autógrafada a Prof. Doutor Jorge Alarcão (especialista em Arqueologia Romana).
Descrição:
"Olisipo", Apartado 145, 1921. In-4º de 45-(1) págs. Encadernação moderna com capas de brochura. Ilustrado com o seu auto-retrato. Conserva as capas de brochura.
Encadernação inteira de marroquim verde, assinada Invicta Livro, com gravação a negro, no plano anterior, reproduzindo a capa de brochura. Ligeiro e leve aparo à cabeça. Raríssimos picos de acidez. Capa de brochura anteriro com antigo carimbo comercial eliminado (ver foto).
EDIÇÃO ORIGINAL de um dos mais raros títulos representativos da obra literária de Almada Negreiros.
Descrição:
Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1941. In-8º de 103-(3) págs. Brochado preservado dentro de uma caixa-estojo de execução artística, inteira de pele cor-de-mel, gravada a pigmento negro na pasta anterior, representando um pentagrama estilizado em movimento circular centrípeto. EXEMPLAR COM MIOLO IMACULADO e absolutamente em MINT CONDITION.
Segunda edição de muito cuidada apresentação gráfica, em que foram corrigidos e datados alguns poemas.
Na opinião de bibliófilos (há um registo efectuado por Laureano Barros considerando ser a tiragem de 500 exemplares) e livreiros, unaninamente, é considerada MUITO MAIS RARA QUE A PRIMEIRA EDIÇÃO publicada em 1934 - PEÇA DE COLECÇÃO
Descrição:
Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1921. In-8.º de 116-(6) págs. Brochado. Ilustrado por João Peralta.
Capas de brochura com picos de humidade e charneira com alguns defeitos de manuseamento. Miolo igualmente apresentando foxing disperso. Bom exemplar, apesar dos defeitos apontados.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
Descrição:
Na Officina da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1790. In-8º de VIII-119 págs. Encadernado.
Encadernação coeva, meia inglesa em pele, pastas decoradas com papel estampado de época. Leves manchas de humidade no pé do livro, ao longo das primeiras 8 folhas, e na charneira, sem comprometer a estrutura sólida do papel. Rubrica de posse coeva no frontispício. Apesar de alguns defeitos, muito bom exemplar.
PRIMEIRO TÍTULO DA PEDIATRIA EM LÍNGUA PORTUGUESA em PRIMEIRA EDIÇÃO.
OBRA MUITO RARA e de referência sendo considerado também como o primeiro livro dedicado exclusivamente à puericultura, contendo noções úteis aos profissionais e aos leigos. Segundo Almeida Garrett, na sua obra, publicada em 1829, "Da Educação" refere ser um dos “dois breves, simples e excelentes tratados dos D.D. Mello-Franco e F.J. d’Almeida devem andar nas mãos de todos os pais e educadores”.
Borba de Moraes (Bibliografia Brasileira do Período Colonial) 140
Borba de Moraes (Bibliografia Brasiliense vol 1) 320
Inocênco, III-10.
Monteverde, 3461 (refere um segundo volume, mas corresponde ao mesmo título publicado por Franciusco José de Almeida em 1791).
Em bibliotecas públicas, apenas se conhecem os exemplares da Biblioteca Nacional.
Descrição:
Edições Ática, Lisboa, (1964). In-8º de 103-(1) págs. Brochado. Exemplar em mint condition.
Ilustrado com desenhos, a negro e branco, em folhas intercaladas no texto, por BiÓ.
CONSERVA A RARA CINTA EDITORIAL desta edição de invulgar aparecimento no mercado.
Descrição:
Publicações Europa-América, Lisboa, 1960. In-8.º de 183-(2) págs. Brochado. Capa com arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues sobre um quadro de Júlio Pomar. Inserido na colecção "Os livros das três abelhas".
Exemplar com insignificantes defeitos de manuseamento e pequena rúbrica de posse no ante-rosto. Apesar dos defeitos apontados, exemplar em muito bom estado de conservação.
Primeira edição.
Descrição:
Olisipo - Sociedade Editora, Lisboa. 1922. In-8º de 72 págs. Enc. com retrato.
Encadernação moderna meia francesa em pele castanha, lombada com quatro nervos, decoração a ouro em casas fechadas. Conserva capas de brochura e o retrato original do autor realizado pela Casa Bobone.
Trata-se da segunda edição, de cuidado apuro gráfico, impressa em papel de linho de grande qualidade. Vem adornado com um retrato original do poeta impresso em papel de prata, e colado à parte e que foi motivo pela sua apreensão efectuada pela censura política e consequentemente retirado do comércio.
Obra icónica da literatura portuguesa do séc. XX.
Descrição:
Na officina de Miguel Manescal, Lisboa, 1699. In-8º de 251-(10) págs. (A-Aiiij, R). Enc.
Encadernação do séc. XVIII, inteira de carneira, lombada lisa sub-dividida em 6 casas abertas com decoração dourada e rótulo de pele vermelha, também com dizeres dourados. Corte generalizado e carminado de margens curtas, muitas vezes rente à mancha tipográfica. O papel de qualidade inferior, suportando ação do tempo sob efeito de elevado manuseamento, encontra-se muito bem conservado, mantem a estrutura de base e suporte da obra. Alguns defeitos menores . MUITO BOM EXEMPLAR.
Desta PRIMEIRA EDIÇÃO, em todas as bibliotecas públicas do território português, apenas se conhece o exemplar da Biblioteca Nacional.
É um livrinho DE ELEVADA RARIDADE não obstante a grande grande popularidade que conheceu, avaliando a herança das inúmeras edições ao longo de quatro séculos, dentro do género da medicina popular e das superstições.
Barbosa Machado I, 389
Conde de Arouca, 657
Inocêncio I, 269.
Descrição:
Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Enc.
Encadernação coeva inteira de carneira mosqueda. Lombada com quatro nervos, decoração a ouro com ferros vegetalistas, dispostos em casas fechadas. Rótulo de pele castanha com dizeres dourados. Aparo generalizado salpicado a carmin. Assinatura de posse coeva. Carimbo de posse de Bayolo Pacheco de Amorim na página de guarda.
Texto polémico que conheceu uma edição única. O verdadeiro autor da obra foi o P. Francisco Duarte.
Inocêncio VI, 60 & IX, 284.
Descrição:
Na Offic. de Antonio Alvarez Ribeiro, Porto, 1796. In-8º de 252-(8) págs. Enc.
Encadernação de execução recente, inteira de pele mosqueada castanho alaranjada, com florões vegetativos em casas abertas na lombada, também com rótulo de pele preta.
Exemplar inteiramente por aparar, mantendo intactas as grandas rebarbas e margens desencontradas, tal como foi publicado.
Acidez na área da mancha tipográfica.
Inocêncio VII, 315
Descrição:
Na Tipographia da Acad. R. das Sciencias, Lisboa 1799. In-8º de XXVII-425-(1) págs. Enc.
Encadernação séc. XIX, inteira de pele aroboreada, e decorada a ouro com elegantes ferros, ao gosto romântico na lombada. Cabeça da lombada ligeiramente coçada. Corte das folhas carminado. Guardas pintadas em tina manual com cores intensas em torno de azul cobalto, de belíssimo efeito.
Ostenta um ex-libris xilográfico realizado por Ruy Palhé, numerado (tiragem de 50) e assinado.
Nítida impressão sobre papel de boa qualidade e gramagem superior, mantendo a sonoridade original.
As 27 páginas introdutórias são da autoria Stockler (Francico de Borja Garção Stockler) e tecem um perfil critico-biografico do autor.
PRIMEIRA E ÚNICA edição, póstuma.
Alexandre Herculano ( Panorama, vol.III de 1839), p. 197
Inocêncio II, 369.
Manuel Pinheiro Chagas (Portuguezes illustres, 2ª ed. 1873), p. 141–142.
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, 1991, vol.I, p. 561.
Descrição:
Edições Lusitana, Lisboa, 1920. In-8º de LXXII págs. Enc.
Encadernação, assinada Frederico d'Almeida, meia francesa em pele castanha escura com cantos. Dizeres dourados na lombada. Conserva as capas de brochura (sem badanas) com ligeiros e insignificantes picos de acidez. Exemplar em muito bom estado de conservação. Aparado e carminado à cabeça. Restantes margens intactas e desencontradas.
Obra considerada de referência da história da literatrura portuguesa do séc. XX.
PRIMEIRA EDIÇÃO, JÁ BASTANTE RARA NO MERCADO.
Descrição:
Officina de Filippe da Silva e Azevedo, Lisboa, 1785. In-8º de (18)-287 págs. Enc.
Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Impressão nítida sobre papel de boa qualidade, preservando a sonoridade original. Bonitas letras capitulares xilográficas e cabeções tipográficos de enfeite. Carimbo heráldico de posse, a óleo, no frontispício. Canto inferior com falha de papel sem afectar a mancha tipográfica. Imperceptível trabalho de traça, junto à lombada, das páginas 59 a 84, sem qualquer prejuízo da mancha tipográfica. Etiqueta de ordem de biblioteca à cabeça da lombada. Canto inferior direito com ligeira falta de pele.
Trata-se da PRIMEIRA OBRA publicada em Portugal pelo PRIMEIRO FEMINISTA PORTUGUÊS (séc. XVI), e aqui que se apresenta em segunda edição. Constitui também a primeira obra na história da tipografia portuguesa publicado por um açoriano.
Ávila Perez, 3346 (considera RARA)
Catálogo dos impressos de tipografia portuguesa do século XVI: a colecção da Biblioteca Nacional, nº 298.
Inocêncio VII, 189.
A obra encontra-se omissa nas restantes bibliografias consultadas. Conhecem-se exemplares desta segunda edição, na Biblioteca Nacional e na Biblioteca João Paulo II (UCP).
Descrição:
Assírio & Alvim, Lisboa, 1997. In-8º de 141-82) págs. Brochado. Impecável, como novo.
Edição bilingue (holandesa & portuguesa)
Descrição:
Livraria Fernando Machado, Porto, 1962. In-4º de 361-(11) págs. cartonagem editorial com sobrecapa e cinta vermelha editorial preservada. Ricamente ilustrado com estampas a cores e a negro.
Descrição:
Na Officina Komarekiana, Roma, 1728. In-fólio de (12)+ 444 págs. (a1 - z1; Aa-Zz; Aaa-Iii3). Encadernação coeva em carneira mosqueada, corte das folhas carminado.Mantem a sonoridade original do papel, exemplar muito limpo, sem defeitos maiores apontar.
Obra clássica em PRIMEIRA EDIÇÃO, já de RARO aparecimento no mercado.
Ávila Perez, 2935; Conde d'Ameal, 954; Inocêncio. II-377 & IX-291; Monteverde, 2435; Samodães, 1267.
Descrição:
Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1766. In-8º de 2 tomos com 21 ff. inums-362-(1) & (6)-312 págs encadernados em um. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Apresenta um modesto aparo marginal, com folhas timidamente carminadas. Carimbo de posse de antigo de extinta instituição, na página de rosto e na última folha. Assinatura de posse coeva.
Nítida impressão sobre papel encorpado mantendo a sonoridade orginal do papel. Cada um dos tomos apresenta 12 sermões.
Primeira e única edição da igualmente única obra publicada pelo autor (polémico).
Inocêncio, V, 331; omisso na Biblioteca Lusitana.
Descrição:
Imprensa de Coimbra, Coimbra, 1926. In-8º de(1)-220-(3) págs. Brochado. Capas de brochura ligeiramente oxidadas tipo foxing. Ex-libris no verso da ante-rosto.
Bom exemplar.
Descrição:
Edições Gama. Lisboa. MCMXLV-MCMXLVI. 1945-1946. In-4º de 3 volumes com 603, 413 e 479 págs. respectivamente. Encadernação coeva meia francesa com elaborados ferros heráldicos na lombada. Exemplares impecáveis e conjunto muito atractivo. Capas de brochura preservadas com ocasional foxing. Ligeiro aparo marginal.
PRIMEIRA EDIÇÃO desta obra de referência na temática da genealogia. Ilustrado com várias estampas em separado, entre elas um retrato de D. João II, além de numerosas árvores genealógicas em folhas desdobráveis.
Descrição:
In-8º de (5)-162 + 3 ff em branco. Encadernação artística, coeva inteira em calfe grenat, com roda em cercadura floreada e dourada em ambas as pastas. Corte das folhas cinzeladas e brunidas a ouro fino.
Lombada com ligeiros sinais de manuseamento, sem prejuizo algum da estrutura de suporte.
Frontispício "caligráfico" com dizeres manuscritos dispostos em moldura e verso com desenho de vaso de flores, também em moldura, ambas as páginas desenhadas com dupla molduras e intercaladas com belos motivos vegetalistas.
Manuscrito inteiro a punho único, muito legível e escrito a duas tintas variantes de sépia, estando a cor mais clara, por vezes, com dificuldades de leitura. Pelo tipo de caligrafia e representação numérica cremos tratar-se de um manuscrito do final de setecentos, inícios de oitocentos.
Descrição:
Pontevedra, 1916. In-8º de XXXIV-(1)-49-(1) págs. Brochado com lombada fragilizada. Mancha de humidade marginal na capa de brochura anterior. Ocasionais manchinhas de foxing ao longo do texto.
Tiragem limitada a 350 exemplares.
O estudo preliminar ocupa as primeiras 34 páginas. Ostenta uma dedicatória autógrafa do organizador e responsável pela publicação a Srª Dª Urbana Soares de Albergaria.
Relação da vida de D. Mariana Bernarda de Távora, última condessa de Atouguia, filha mais velha dos marqueses de Távora, de setembro a janeiro de 1759 - do atentado ao rei D. José até à sua entrada no Convento do Grilo, onde ficarºa até 1777. De maior interesse pela descrição da vida social da alta nobreza, a relação do padre jesuíta Malagrida com os Távoras. Constitui uma das obras que vem pôr em causa o que a historiografia portuguesa, baseada em relatos de viajantes estrangeiros, tem escrito sobre a mulher aristocrata do século XVIII.
Descrição:
Imprensa Portuguesa. Porto, 1923. In-4.º de 190-(4) págs. Encadewrndo em pele verde. Nítida impressão de esmerada apuro gráfico, com frontspício impresso a duas cores sobre papel de linho.
Estimado e invulgar estudo histórico-genealógico, ilustrado com um brasão dos Pessanhas impresso a vermelho e prata. Em folhas desdobráveis possui um Esquema do Almirantado dos Pessanhas e V Tábuas genealógicas.
Descrição:
Edição da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1991. In-4º de 205-(2) págs. Brochado.
Tiragem de 1500 exemplares com texto em português e 1500 exemplares com texto em inglês.
Apreciado e valioso catálogo sobre a Arte do Marfim, logo esgotado assim que publicado. Edição profusamente ilustrada a cores, com cerca de 600 peças em marfim dos séculos XVI, XVII e XVIII, provenientes em grande parte de colecções particulares.
Importante e impriscindível catálgo para qualquer estudioso das artes decorativas do marfim provenientes das regiões afro e indo-portuguesas, mogol e cingalo-portugueses, sino e nipo-portugueses.
Descrição:
Na Impressão Régia, Lisboa, 1827. In-8º de (6)-380-(2) págs. Encadernação coeva inteira de carneira flamejada, com dizeres e filetes dourados na lombada, com rótulo de pele vermelha. Conserva o magnífico retarto desenhado por Jozé Coelho e gravado por J.(oão) V.(icente) Priaz. Carimbos de posse antigas no rosto. Mantem a sonoridade original do pale, bastante encorpado e em exceelnte estado de conservação.
2ª edição, a definitiva, muito alterada e acrescentada relativamente à anterior.
Inocêncio IV, 183-215 & XII 200-203.
Descrição:
Na officina de Antonio Gomes, Lisboa, 1788. In-8º de IV-202 págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada com dizeres dourados na lombada. Conserva a sonoridade original do papel. Apresenta ex-libris no verso da pasta anterior. Ligeira mancha esvanecida no canto superior direito. Ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento.
Considerada a primeira obra a revelar preocupações didácticas no campo da ortografia, também relativamente às classes sociais menos favorecidas e menos instruidas. Trata-se da 6ª edição, acrescentada.
Inocêncio IV, 21 e X, 332.
Exclusiva da BNP apresenta 3 exemplares desta edição, sendo ausentes de outras bibliotecas públicas.
Exemplar igual ao da Biblioteca de Leite Vasconcelos, nº 9, p. 64
Descrição:
Na Officina de Antonio Pedrozo Galrão, Lisboa, 1719. In-8º de (20)-418 págs. Encadernação coeva em pergaminho com dizeres caligrafados na lombada.
Nítida impressão a duas colunas, sobre papel de boa qualidade, mantendo a sonoridade orginal. Adornada com belíssimos florões e outras vinhetas tipográficas de remate.
Carimbo a óleo de posse na última página, de uma instituição religiosa extinta. Pequena mancha marginal esvanecida de tinta.
Inocêncio XVII, p. 12. ; não foram localizados mais exemplares além os da BN.
A única referência encontrada ao autor, vem descrita numa carta do Padre António Vieira escrita na Baía em 9 de Agosto de 1688 (in Epistolografia, Cartas de Lisboa, Cartas da Baía, vol. IV, p. 373, ed. Círculo de Leitores, 2013).