Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1929. In-4º de 137-(3) págs. Encadernação meia francesa com cantos em pele natural, lombada de 6 casas abertas decorada a ouro e dizeres dourados. Dois recortes de periódicos colados na folha de guarda final. Ex-libris camoenano. Parte das folhas por abrir. Preserva as capas de brochura e corte superior das folhas carminado. BONITO EXEMPLAR.
A iniciativa desta esmerada edição pertenceu à Real Academia Espanhola. Impressão a duas cores, negro e vermelho sobre papel aveludado. No final da obra, apresenta-se um utilíssimo Indice de Palabras y Materias Citadas.
Conjunto de composições poéticas que têm como modelos os seus mestres Petrarca e Garcilaso de Vega. Estes sonetos, canções, odes, elegías e éclogas foram atribuidas a Camões por Faria e Sousa refletem a forte influência da cultura renascentista peninsular. Apresentam comentários críticos e filológicos, eruditos e exaustivos, com edição anotada por Marques Braga. Os Autos aqui apresentados correspondem a Enfatriões, Filodemo e El Rei Seleuco.
Descrição:
Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1897]. In-4º de 744-(1) pags. Encadernação meia francesa em calfe (lombada e cantos), lombada com 5 casas abertas, decorada com ferros secos e filetes ondulados a ouro nas nervuras. Rótulo de pele castanha escura com dizeres dourados. Exemplar aparado generalizado. Primeiras folhas com uma ligeira mancha no canto superior direito. MUITO BOM EXEMPLAR..
Primeira parte e única publicada. Trata-se da PRIMEIRA EDIÇÃO de uma tiragem especial de 50 exemplares numerados e impressos em papel especial, encorpado, magnificamente traduzido pela Carolina Michaelis de Casconcelos (Berlim 1854 - Porto 1925) dando assim uma monumental contribuição para os estudos camoneanos, também à custa da sua grande erudição na poesia portuguesa de quinhentos e seiscentos. Wilhelm Storck (1829-1905) foi um grande estudioso e o maior germânico a interessar-se pela literatura portuguesa. O original desta obra fundamental dos estudos camonianos, foi publicada em Paderborn, em 1890. Aqui o autor defende como sendo Coimbra o local do nascimento de Camões em 1524 (aliás o livro é dedicado à “cidade de Coimbra (onde o poeta nasceu e se criou) no sexto centenário da Universidade”). Afirma ainda que Camões não só nasceu em Coimbra como frequentou aí a Universidade, onde terá sorvido muitos dos prolixos conhecimentos amplamente evidenciados na sua obra, antes de, sem acabar qualquer curso, se ter mudado para Lisboa, como afirma na página 150. Esta obra conheceu mais duas edições (1980 e 2011) em Portugal.
Exemplar valorizado por ter pertencido à biblioteca de Paulo Quintela, onde lemos uma inscrição a lápis pelo seu próprio punho " ... este exemplar foi-me oferecido pelo Engenheiro Joaquim Michaelis de Vasconcelos. Coimbra, 10.VI.1940. Paulo Quintela (autografo) ..."
Livro RARO e PEÇA DE COLECÇÃO.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1887. In-4º de 68 págs. Brochado com manchas de tinta acentuadas na capa anterior e margens das folhas com alguma acidez. Miolo com papel de boa qualidade ( "branco cartonado" ), embora ligeiramente amarelecido, apresenta raros picos de acidez.
Separata do Boletim da Sociedade de Geographia de Lisboa (série 7ª, número 1).
Muito interessante ensaio dedicado à taxonomia, com indicação da especificidade dos animais citados por Camões nos Lusiadas. Identificam-se espécies terrestres e aquáticas de mamíferos, aves, reptéis, insectos, crustáceos, moluscos, vermes e zoofítos.
Exemplar de uma tiragem especial de 150 exemplares, por ocasião do Sétimo Aniversário do Jubileu Camoneano, impresso em papel branco cartonado, numerados e rubricados. Dedicatória autógrafa no frontspício.
Descrição:
Typographia Occidental, Porto, 1880. In-fólio (formato jumbo) com (2)-28 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele verde escura com lombada de 6 casas fechadas, decoração dourada gótica e dizeres, também dourados. Pastas em skivertex texturado, verde escuro, com molduras lisas gravadas a seco. Preserva as bonitas e enormes capas de brochura impressas a pigmento dourado e bronzeado sobre cartolina cinzenta Guardas em papel lustro verde alface, coevo e com efeito de reflexos, ostentando um ex-libris camoneano.nLombada coçada à cabeça e pé.
PEÇA DE COLECÇÃO não referida na bibliografia especializada, tão pouco nos catálogos livreiros das principais colecções camoneanas leilodas no séc. XX., como tal, consideramos estar presente uma edição bastante rara. Gráficamente de execução superior impressa sobre sobre papel de elevada qualidade, apresenta textos em sete idiomas: português, catalão, castelhano, francês, italiano, inglês, alemão e sueco. Tipografia de fino recorte, com mancha gráfica ladeada por uma belíssima moldura tipográfica impressa a vermelho.
O belo retrato de Camões também ladeado por um pórtico alegórico renascentista, é reproduzido a partir do que foi publicado na luxuosa edição de Morgado Mateus (1816, em Paris).
A iniciativa de publicação desta obra esteve a cargo de Francisco Xavier Esteves (1864-1944) quando tinha apenas 16 anos de idade, sendo sobretudo conhecido pela autoria da Livraria Lello, no Porto.
A colaboração é bastante variada com destacada participação de escritores nacionais e estrangeiros, pela seguinte ordem: Teófilo Braga, Júlio Moreira, Conde de Samodães, Pereira Caldas, É. Littré, Z. Consigliri Pedroso, Mendes Leal, Guimar Torrezão, Carl von Reinhardstoettner, Rangel de Lima, Ferreira de Mesquita, A. E. Nordenskiöld, João de Deus, F. Pelay Briz, Alberto Pimentel, Serpa Pinto, Robert Avé-Lallemant, Joaquim de Araújo, Miguel de Lemos, Victor Hugo, Christovam Ayres, Júlio de Matos, Benigno Joaquim Martinez, Reis Damaso, D. Agua de Valldaura, R. Frias, Augusto Coelho, Benedetto Cairoli, Rangel de Quadros, Enrique Sepúlveda y Planter, Manuel Emídio Garcia, Pere Clapés y Trabal, Oliveira Martins, Teixeira Bastos, E. d'E., A. Luso, Bulhão Pato, Timoteo Domingo Palacio, António Feijó, F. Adolfo Coelho, Wilhelm Storck, F. J. Patrício, Alfredo Carvalhaes, Artur Marsiera y Colomer, J. Leite de Vasconcelos e Diogo de Macedo.
Não referida pela Biblioteca Nacional.
Inocêncio XV-145.
PLANOR - Plano do Património Bibliográfico Nacional de Obras Raras (Brasil) refere a existência de um exemplar desta obra.
Descrição:
A. Quantin Imprimeur-éditeur, Paris, 1880. In-8º de XLV-221- (2), 2 retratos. Encadernação moderna inteira de pele azul com decoração dourada nas pastas (dizeres emoldurados com filetes e cantos vegetalistas) e lombada, ao longo de 6 casas fechadas, com rótulos de pele castanhas, também douradas com dizeres. Preserva capas de brochura e respectivas badanas, corte superior brunido a ouro fino e seixas douradas. Ostenta um ex-libris no vderso da pasta anterior.
Exempar de uma edição especial limitada a 50 exemplares impressos em papel da China, numerados. Ao contrário do referido na bibliografia especializada, nenhum outro exemplar é referido com duas gravuras reproduzindo o busto de Almeida Garrett, gravados por Boulard fils a água forte.
As notas ocupam as páginas 167 a 221. A tardução é feita em prosa.
PEÇA DE COLECÇÃO.
Conde de Ameal, 59 (tradução muito apreciada e formosa edição)
Monteverde, 98.
Descrição:
Jackson and Lister, Oxford, 1778. In-4º de (4)-CCXXXVI, 496 págs..: 1 gravura + 1 mapa desdobr. Encadernação séc. XIX (?) inteira de carneira, com efeito arbóreo à custa de pigmento vermelho e carmim sobre carneira. Lombada de 6 casas fechadas, com rótulo de pele castanha escura com dizeres dourados. Pastas e seixas com dourados, guardas em papel antigo marmoreado em tina manual. Ligeiro aparo marginal, leve acidez e encadernação com patine espongeada. BELÍSSIMO EXEMPLAR com ex-libris no verso da pasta anterior.
Trata-se da segunda edição da tradução, preferida à primeira de 1655, da responsabiliade de Richard Fanshaw , pelos acrescentos na Introdução e no canto VII (“Enquiry into the religious tenets, and philosophy of the Brahmin”, de pp. 303 a 332. ) da autoria do célebre tradutor Julius Mickle, ilustrada com uma água forte alegórica junto ao rosto e um mapa desdobrável, descrevendo a viagem de Vasco da Gama.
W. Mickle (1734-1788), poeta escocês, natural de Langholm, foi o segundo tradutor d' Os Lusíadas, mais de um século depois de Richard Fanshaw, em 1655. Com esta tradução, teve Mickle enorme sucesso proporcionando-lhe fama e retorno financeiro. Ele esteve em Portugal em 1777 com direito a recepção régia. Esta segunda edição (a primeira data de 1776), sofreu algumas adições, em relação à primeira em que foi ainda, além dos aspectos acima referidos, foi introduzida uma dissertação a seguir ao canto VII.
José do Canto, 317
Monteverde, 879 (refere ser RARA)
Descrição:
Tipographia de Raffaello Giusti, Livrono, 1897 - edição de Antonio de Portugal de Faria.
In-4º de 46 págs. Brochado. Ocasional foxing disperso. Capas com alguns sinais de manuseamento.
Em separado retrato de Camões, reprodução fotográfica do navio Adamastor em Livrono, estampa com fotografia de grupo dos editories do episódio do Adamastor e um fac-simile da gravura que acompanha a tradução dos Lusiadas por Carlo Antoni Paggi (edição de 1658) além do fac simile da assinatura de D. Catharina de Athayde, por quem, diz a lenda, se apaixonara o egrégio poeta. Das páginas 12 a 30 decorre em simultâneo, de um lado tradução do Adamastor por Italiano Adriano Bonaoretti e do outro o episodio extraído dos Lusiadas.
Tiragem especial em papel de qualidade superior limitada a 192 exemplares, com ornatos tipográficos a duas cores, letras capitulares a vermelho, simbólicos do número de versos do Episódio a partir "... da proposta de Joaquim de Araújo para que em memoria de tal sucesso e de tão affectiva reunião das estrophes esculturaes em que o grande epico Luiz de Camões fundiu em bronze a gigantesca criação do "monstro horrendo" ...".
Edição dos sonetos do episodio Adamastor publicada para comemorar a construção do cruzador com mesmo nome, nos estaleiros navais dos irmãos Orlando em Livorno. Esta embarcação portuguesa foi paga por subscrição pública do povo português. Descreve ainda a construção e as várias cerimónias no navio.
Inocêncio XX, 260.
Descrição:
Imprensa Nacional, Lisboa, 1893. In-8º de (8)-851-(1) págs. Encadernação artística assinada Dosil-Porto inteira de pele azul, com cercadura simples dourada em ambas as pastas, lombada com 6 casas fechadas, decoração vegetalista com ferros de canto e florão central, e ainda com dizeres também dourados. Cadernos todos por abrir, com apenas ligeiríssimo e insignificante aparo, sem afectar o efeito das margens "jumbo", desencontradas. Ostenta um ex-libris de camoneano portuense. Preserva as capas de brochura (ligeiramente empoeiradas) pontualmente com restauro marginal. Exemplar MUITO LIMPO, com miolo quase pristine.
- EDIÇÃO DE LUXO, de elevado primor na execução gráfica, com frontispício e letras capitulares impressas a duas cores, a negro e vermelho, ricamente adornada com cabeções de enfeite e florões de finissimo desenho.
- Exemplar de EDIÇÃO ÚNICA e da tiragem numerada de 30 exemplares em papel-de-linho-portuguez (azul) pertencente, por atribuição do autor, à escritora MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO.
Obra constituída por trinta e quatro (XXXIV) endechas (estrofes de quatro versos), seguidas das respectivas traduções e antecedidas por um Preâmbulo. De págs. 271 em diante: ENDECHAS A BARBARA ESCRAVA — Texto Camoniano e Traduções: TEXTO PORTUGUEZ DE LUIZ DE CAMOES seguindo-se as 117 traduções em línguas e dialectos distintos (ver na secção "observações deste verbete a autoria das traduções, assim como os respectivos idiomas e dialectos). De págs. 781 seguem-se «Páginas Appendiculares»; «Index-Summario das matérias»; «Índice Onomástico das pessoas e das entidades mythologicas neste livro citadas».O poema aqui referido - Pretidão do Amor -, encontra-se quase no fim do livro Rhytmas de Lvis de Camões (1595) no fólio 159 (de 166). Todo o livro, nos seus géneros poéticos canónicos (sonetos, canções, etc.), enaltece uma figura feminina de classe aristocrática, elogiada pela sua brancura de neve e pelos seus cabelos louros. Mas no fólio 159, porém, deparamos com uma figura feminina bem diferente a quem Camões dedica estas endechas e a mulher por quem ele se declara apaixonado é negra.
Segundo Brito Aranha ( Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906) "... a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões ...".
Frederico Lourenço considera, Pretidão de Amor ser um poema onde Camões salienta o estatuto de pessoa escravizada " ... mercê do seu amor por uma escrava, ele incorpora a identidade da amada como pessoa escravizada e define-se a si mesmo como escravo ...".
Xavier da Cunha (1840-1920) foi conservador da Biblioteca Nacional de Lisboa, foi ainda escritor, poeta e bibliógrafo. Publicou poesia lírica sob o pseudónimo de Olímpio de Freitas. As suas obras foram compiladas num volume, em 1910, com prefácio do próprio. Pretidão de amor é uma das suas obras mais conhecidas.
Descrição:
Editorial Ática. Lisboa, 1944. Pasta cartonada, em tela cinzenta, gravada a ouro em baixo relevo com retrato de Camões, e desenhado por Cícero Dias, gravado na folha de rosto, com badanas para albergar/acondicionar brochura contendo 5 litografias originais, 4 das quais aguareladas manualmente pelo grande pintor brasileiro. Em excelente estado de conservação, não obstante do ligeiro foxing da capa de brochura. Ex-libris colado no interior da pasta.
Tiragem limitada a 180 exemplares numerados e assinados no final pelo pintor Cícero Dias, tendo este o nº 159.
Peça de grande beleza bibliófila, valor e raridade (tiragem pequena para ser distribuida especialmente entre coleccionadores no Brasil).
Descrição:
Livraria Internacional de Ernesto Chardron-Editor, Porto e Braga, 1880. In-4º de 87-(8) págs. Brochado. No final, apresenta as 4 fototipias anunciadas sobre rostos ou portadas com composições tipográficas semelhantes às duas variantes da edição de 1572 dos Lusíadas. Variante com capas de brochura em amarelo. Nítida e muito cuidada impressão em papel de algodão superior, com os cadernos por abrir. Frontispício impresso a das cores, vermelho e negro. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto. Pequeno e insignificante corte marginal na capa
Belo exemplar, muito bem preservado.
Descrição:
Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1880. In-8º de 98-(2) págs. Encadernação artística inteira de pele fina, lombada a 5 nervos dourada em casas fechadas, dourados também nos nervos, seixas e pastas com cercadura tripla. Corte superior das folhas com dourado. Preserva as capas de brochura. Preserva ainda uma folhinha volate de erratas que normalmente falha (mencionado por Inocêncio). Ocasional foxing exclusivo à capa de brochura e ante-rosto.
BELO EXEMPLAR, de colecção, da INVULGAR edição original.
Trata-se de um estudo lido na sessão solene da Academia Real das Ciências em 9 de Junho do ano em que foi publicado. Francisco Manuel Carlosde Mello (1837-1903), 4º Conde de Ficalho, foi um ilustre botânico português e escritor naturalista na temática das viagens e descobrimentos portugueses. Flora dos Lusíadas constitui a sua primeira obra publicada.
Inocêncio XV, 105 e 174.
Não referido nas bibliografias consultadas.
Descrição:
Em Casa de Rolland & Semiond, Lisboa, 1872 a 1875. 5 Vols. encadernados em 2. In-8º de 232-238-238-(4) e 247-241-(3) págs. Encadernações coevas meias em pele com com florões dourados em casas abertas. Colecção completa desta estimada obra.
RARO.
Descrição:
Coimbra Editora, Coimbra, 1929-1930.7 volumes de in-8º de 73-(7); 80-(2); 26; 50-(3); 16; 16 e 31 págs. Br. Cadernos por abrir. Capas de brochura ligeiramente envelhecidas. Separatas da revista Biblos. Às separatas de José maria Rodrigues junta-se "Alguns erros em que se apoiou o desdobramento da rota de Vasco da Gama em os Lusíadas" por Gago Coutinho
INVULGAR.
Descrição:
Imprensa da Universidade, Coimbra, 1922. In. 8.º de IX-171-(1) págs. Br. Edição especial de 100 exemplares, numerados e rubricados, sendo este o exemplar n.º 59. Exemplar com ocasionias picos de acidez. Ex-libris de Lopes Dias.